16 de dezembro de 2014

Xuxa pode deixar a Globo e ir para a Record. Será?

terça-feira, dezembro 16, 2014 - 2 Comentários
Foto: TV Globo / Divulgação.


A "bomba do dia" para quem cobre os bastidores da TV é a possível saída de Xuxa da Globo e a perspectiva dela ser a nova contratada da Record em 2015. A notícia foi publicada em primeira mão pelo site Notícias da TV e gerou um alvoroço nas redes sociais. Logo depois, o site RD1 publicou que a Globo disse que “há uma negociação em andamento”. Ou seja, a Xuxa oficialmente ainda não saiu, nem mudou de emissora.

Mas nas redes sociais, a notícia virou o meme do dia. Todo mundo brincou com o assunto. E teve sacadas ótimas como o Netflix sugerindo a Xuxa colocar as séries em dia, ou um internauta dizendo para ela aproveitar os últimos momentos na empresa para imprimir um currículo, dizendo que ela fez um perfil no Linkedin ou até mesmo se inscreveu em um famoso site de busca de empregos. Teve de tudo...inclusive um falando da vingança da Cláudia, que finalmente mandou a Xuxa sentar lá...rs.

Mas o fato é que a Xuxa hoje em dia representa uma dor de cabeça para a grade de programação da Globo. Mas, ao mesmo tempo, uma possibilidade comercial enorme para a Record. Desde que teve o programa de sábado cancelado, somado com o problema de saúde no pé, Xuxa está fora do ar na TV aberta. E a previsão é de que ela voltasse somente em 2017. Se voltasse.

Numa estratégia interessante, o canal Viva está reprisando semanalmente o Planeta Xuxa – um dos maiores sucessos da carreira da apresentadora, e também se prepara para exibir, no próximo dia 22 de dezembro, um show especial de Natal inédito.

Por pressão de audiência e faturamento comercial, a TV aberta vive um outro momento, completamente diferente quando Xuxa era “rainha dos baixinhos” e liderava nas manhãs da Globo. Agora, a concorrência está mais acirrada, principalmente nas manhãs.
Foto: Site Ego / Reprodução.

Xuxa bem que tentou insistir em fazer programas infantis, mas não deu certo. Ela descobriu uma mina de ouro ao lançar a série de DVDs “Xuxa só para baixinhos”. Não há uma escola infantil, buffet ou casa em que há crianças pequenas que não tenha esse DVD – ou que pelo menos a criança ou os pais não tenham visto este produto.

Ou seja, “desempregada” ela não está. O que Xuxa tem de produto licenciado e como empresária a mantém. Ela poderia, inclusive, produzir para o Netflix ou para o YouTube, na hipótese mais remota. Porque não? Ir para a Record pode ser uma alternativa ousada. Ou, até mesmo uma vontade enorme de Xuxa de querer se reinventar na TV aberta. Um desafio profissional imenso, principalmente pela troca de público e perfil da emissora que é completamente diferente.

Por outro, se ficar mesmo na Globo, Xuxa deveria desistir, por enquanto, da TV aberta e mirar na TV Paga, em canais como o Gloob e o Viva. Creio que as possibilidades de produção de conteúdo seriam mais favoráveis e com mais liberdade editorial e menos pressão...inclusive, até uma edição especial e inédita do Planeta Xuxa. Quem sabe?

O burburinho provocado pela possível saída de Xuxa fez a Globo perceber que perdê-la assim para a concorrência pode ser arriscado. Nos bastidores comenta-se que um grupo de estudos foi encomendado às pressas para saber como o público deseja ver a Xuxa na TV, se diariamente, semanalmente ou fazendo que tipo de programa.

A Globo sabe que, mesmo sem estar no vídeo e com baixa audiência, a Xuxa faz parte da história da emissora. Ainda mais em 2015, quando a Globo comemora 50 anos. Repito: perde-la nestas atuais circunstâncias pode ser uma estratégia arriscada. Mesmo que você não seja fã de Xuxa, é inegável o patrimônio que ela representa na TV ao longo dos anos. Afinal, ela está há quase 30 anos na televisão. E isso não é para qualquer um.








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Jornalista


15 de dezembro de 2014

A buzzfeedização do jornalismo: tendência ou falta de criatividade?

segunda-feira, dezembro 15, 2014 - Nenhum Comentário
Foto: Site Wiki Notícias / Reprodução. 


As listas sempre foram um sucesso na internet, principalmente entre os blogs. Trata-se de um jeito prático e, ao mesmo tempo, divertido de passar uma informação ou recomendar algo. De olho neste filão, o BuzzFeed se firmou como um site de notícias especializado em transformar qualquer assunto em uma lista.

O sucesso é tanto que, recentemente, o site criado por John Johnson e Jonah Peretti lançou uma versão brasileira e tem obtido um êxito enorme por conseguir regionalizar as pautas e abrir espaço para os internautas também produzirem conteúdo no formato de lista.

Mas, o que mais tem chamado a atenção dos internautas, é que os jornais tradicionais também tem usado do mesmo recurso como forma de chamar a atenção do público que navega pela internet e, principalmente, nas redes sociais. Na semana passada, no aniversário de 117 anos de Belo Horizonte, o portal do jornal Estado de Minas, lançou uma lista com particularidades da capital mineira.

Daí me dei conta de que a buzzfeedização do jornalismo é geral. Já vi listas no Estadão, no G1, na Folha, no Terra, no iG, enfim todo mundo comprou a ideia das listas. E não é simplesmente listar algo. Tem que ser uma lista informativa e, ao mesmo tempo, bem humorada, repleta de imagens ou gifs que complementam a notícia.

Todo mundo gosta! Não é à toa que a lista, ao lado do tutorial, são os tipos de postagens de maior audiência na internet. Existem blogs que se especializaram neste tipo de publicação, inclusive. Quando o internauta não está procurando como faz algo (tutorial), prefere ver a informação “mastigada” por meio de uma lista.

Mas, será que a buzzfeedização do jornalismo é uma tendência ou falta de criatividade? É uma tendência, no sentido de que os blogs foram os primeiros a levantar esta lebre do qual o BuzzFeed se apropriou com muito sucesso, diga-se de passagem. Falta de criatividade mesmo é quando você entra em vários blogs e portais de notícias e encontra a mesma lista (e com os mesmo tópicos), só porque é o assunto do momento.
Foto: UOL / Reprodução.

O que percebo é que o jornalismo na internet está em busca de novas formas de narrativas. E hoje há uma possibilidade imensa de recursos: alguns mais simples, como uma galeria de fotos com legendas informativas, infográficos, vídeos curtos ou até mesmo um mosaico de informações das redes sociais com o auxilio do Storify.

Há também recursos mais rebuscados, como os games informativos, os infográficos com animação em flash e os Testes/Quiz baseado em alguma informação, curiosidade ou data comemorativa. Uma dica interessante para quem é produtor de conteúdo online: o site PlayBuzz permite que você crie, de forma gratuita, listas, quis personalizados, enquetes, entre outros.

Já para quem quer se organizar e gosta de fazer listas com bilhetinhos no computador ou no quadro de avisos, que tal fazer isso de forma virtual? O Google Keep permite que você crie listas no seu computador, tablet ou smartphone e ainda compartilha-las com os seus amigos. Para baixar o aplicativo, clique aqui.

Enfim, todos estes novos elementos auxiliam o internauta a despertar um interesse maior pelo assunto e, consequentemente, os jornalistas que poderão tratar a informação de diversas formas, e não apenas com o tradicional post em texto. O negócio é ousar e abusar da criatividade na hora de publicar uma notícia. O futuro já começou!









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Jornalista




14 de dezembro de 2014

#TOP5: Programas que não deram certo nas tardes da Band

domingo, dezembro 14, 2014 - Nenhum Comentário


Contratado como o mais novo investimento das tardes da Band, Luiz Bacci teve o programa cancelado pela emissora do Morumbi, cerca de quatro meses depois de estrear o Tá na Tela. A atração fica no ar até o final do ano e, por ora, Bacci será remanejado para a edição nacional do Café com Jornal, às 08h, a partir de janeiro do ano que vem.

Sensacionalista, a atração desde a estreia era alvo de críticas por parte do público nas redes sociais. Apesar da tentativa de fazer a mesma proposta de programa que fazia na Record, Bacci não conseguiu o mesmo sucesso na Band, apesar de ter aumentado em quase 50% a audiência do horário, em torno de 4 pontos no Ibope.

O cancelamento do Tá na Tela acende uma luz vermelha na programação vespertina da Band. Nos últimos, nenhum dos investimentos desta faixa deram certo. O que será que acontece? Será o formato ou a direção da emissora que não consegue esperar ou adequar os programas ao gosto do público? Pensando nisso, o Café com Notícias listou os cinco últimos programas que não deram certo nas tardes da Band. Acompanhe:







» Caso não consiga ver a lista, clique aqui.






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Jornalista


#CaféLiterário: Livro analisa o Canal Viva perante a memória televisiva brasileira

domingo, dezembro 14, 2014 - Nenhum Comentário


Desde que foi criado em maio de 2010, o canal Viva é um fenômeno na TV Paga. Considerado um dos canais de maior audiência da Globosat, o Viva encanta homens e mulheres de diversas idades, principalmente por reunir um acervo de sucessos na TV aberta, tais como a reprises de programas de sucesso, tais como novela, séries e programas auditórios, entre outros, que fizeram sucesso na TV Globo.

Para falar sobre este e outros assuntos relacionados a memória afetiva do telespectador brasileiro, o jornalista Julio Cesar Fernandes, lançou o livro “A Memória Televisiva como Produto Cultural: um estudo de caso das telenovelas do canal Viva”, pela Editora In House.

A obra é uma adaptação da dissertação de Mestrado dele para a faculdade de comunicação da Universidade Metodista de São Paulo, aprovada em dezembro de 2013. O livro conta ainda com o prefácio de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, que comandou a TV Globo justamente na época em que as telenovelas analisadas foram exibidas pela primeira vez na televisão. Para comprar o livro, clique aqui.

Na época, a dissertação contou com a orientação da professora doutora Magali do Nascimento Cunha e teve banca examinadora composta pelos professores doutores Laan Mendes de Barros, da própria Universidade Metodista e Eugênio Bucci, convidado da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), especialista nos estudos sobre a TV brasileira.
O jornalista Julio Cesar Fernandes no lançamento de seu livro sobre o Canal Viva.
Foto: Portal Metodista / Reprodução.

“Se você nasceu e cresceu no Brasil, não há como escapar: a sua memória pessoal, afetiva, as suas lembranças mais íntimas guardam a marca da televisão. Olhe para o seu passado e lá estará uma cena inesquecível de novela, uma canção, uma voz. Onipresente no Brasil, a televisão também se tornou onipresente na trajetória personalíssima de cada brasileiro. Daí o sabor tão especial deste livro, ao mesmo tempo um estudo de reconhecidos méritos acadêmicos e um álbum de recordações mais do que familiar”, diz Eugênio Bucci.

O livro é o terceiro volume da Coleção Pró-TV da Editora In House e o primeiro da série Acadêmica. Ainda, a obra alerta para a importância da preservação dessa memória, não somente para fins mercadológicos, mas também como um elemento ativo na produção cultural.

Para o autor Julio Cesar Fernandes, “a experiência foi uma grande honra, principalmente porque eu faço parte com o meu livro da Coleção Pró-TV com outros grandes nomes da comunicação brasileira, como a veterana atriz e diretora de TV, Vida Alves. (...) A pesquisa [do livro] traz uma reflexão sobre a memória televisiva e a importância para a sociedade da sua preservação. O Brasil é um país carente de preservação de sua memória em geral, inclusive a televisiva”.









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Jornalista



12 de dezembro de 2014

Fiocruz lança DVD "Nascer no Brasil" para incentivar o parto normal

sexta-feira, dezembro 12, 2014 - Nenhum Comentário
Foto: Site A Tarde Online / Reprodução. 


Devolver a mulher o protagonismo na hora do parto e fazer deste momento algo acolhedor, afável e sem sofrimento. Esta é a proposta do DVD Nascer no Brasil, lançada pela Vídeo Saúde Distribuidora da Fiocruz. O material reúne uma série de depoimentos de médicos, gestantes e enfermeiros, visando incentivar o parto normal humanizado, principalmente entre os profissionais de saúde.

O lançamento será no dia 16 de dezembro, de 14h às 17h, na Biblioteca de Manguinhos, no campus da Fiocruz, localizado na avenida Brasil, nº 4.365, no Rio de Janeiro. Na oportunidade, o Núcleo de Estudos do Audiovisual em Saúde da VideoSaúde (Neavs) e o Centro de Estudos do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (CEIcict) promovem um debate aberto ao público sobre os bastidores da realização do DVD e o uso do audiovisual para dar visibilidade à pesquisa, sucedido pela exibição de um dos vídeos da série.

O seminário vai contar com a presença da coordenadora geral da pesquisa Nascer no Brasil, Maria do Carmo Leal (Ensp/Fiocruz), a diretora da série, Bia Fioretti, e da pedagoga e especialista em tecnologias educacionais, Gabriela Dias, como mediadora. Abaixo, confira os dois vídeos promocionais do DVD Nascer no Brasil:


Parto Humanizado

O DVD Nascer no Brasil contém dois títulos: Parto, da violência obstétrica às boas práticas, com 20 minutos, e Cesárea, mitos e riscos, de 17 minutos, ambos dirigidos, fotografados e produzidos pela publicitária Bia Fioretti, especialista em Criação Audiovisual e Comunicação em Saúde Pública. Nos vídeos, depoimentos emocionantes de mulheres logo após o nascimento de seus filhos ganham a tela através do olhar delicado da diretora.

São falas que mais parecem desabafos e confissões: “quando a gente fica assim sozinha, sentindo dor sem apoio de ninguém, parece que a dor não passa"; "saindo da mesa do trabalho de parto, olhei pro meu marido e falei que nunca mais queria um filho”; “o parto normal é muito primitivo, acho que não tem nada a ver com os dias de hoje”; “meu médico é quem vai decidir agora”.

Essas são algumas das 174 entrevistas realizadas para o vídeo em 2011, durante a aplicação da pesquisa, e em 2014, por iniciativa da própria diretora que tem uma relação pessoal com o tema. Bia foi mais uma vítima da violência obstétrica.

Em síntese, o DVD integra o catálogo do Selo Fiocruz Vídeo, marca de difusão e fomento de audiovisuais em saúde, criada em 2006 para popularizar e democratizar o acesso ao conhecimento em saúde pública. Os títulos são disponibilizados pela Editora Fiocruz para todo Brasil a preço de custo.









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Adaptado por Giselle Carvalho | Imagem Header Crédito Psyho .
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