Antonio Anastasia
O dia da Posse – Dilma e Anastásia saem dos bastidores e ganham os holofotes
janeiro 02, 2011
Um dia para ficar marcado para a história da política brasileira. Em meio às solenidades, o ano de 2011 começa quente e já movimenta os bastidores políticos, aguçando a curiosidade de especialistas para um novo panorama. Sim, trata-se de previsões e votos de confiança não só do eleitorado, mas do próprio meio político que acredita em continuidade, mas sem grandes inovações.
Em Minas Gerais, o governador Antonio Augusto Junho Anastasia (PSDB), 49 anos, e o vice-governador Alberto Pinto Coelho (PP), 65 anos, tomaram posse para o mandato 2011-2014, em solenidades que aconteceram na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e no Palácio da Liberdade, na Praça da Liberdade, na região centro-sul de Belo Horizonte.
Já em Brasília-DF, a presidenta Dilma Vana Rousseff (PT), 63 anos, e o vice-presidente Michel Miguel Elias Temer Lulia (PMDB), 70 anos, foram empossados em uma cerimônia que reuniu políticos autoridades de várias partes do Brasil e do mundo. A solenidade aconteceu na Esplanada dos Ministérios e na Praça dos Três Poderes, na capital federal, em cerimônia da qual Dilma recebeu a faixa presidencial das mãos de seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que deixou o governo após dois mandatos sucessivos. Eleita com 56% dos votos, Dilma é a primeira mulher a assumir a Presidência do Brasil – fato que foi amplamente divulgado.
Veja também:
• Considerações sobre a Posse de Dilma e Anastásia
Curiosamente, alguns detalhes fazem com que Dilma e Anastásia tenham muita coisa em comum em suas histórias políticas, e não apenas o fato de que os dois foram empossados na parte da tarde do dia primeiro de janeiro. Ambos são mineiros e foram gestores técnicos importantes tanto para Lula, quanto para Aécio Neves, nos últimos anos. Apesar de serem de partidos adversários – e historicamente antagônicos na disputa eleitoral, tanto Dilma, quanto Anastásia, foram ganhando visibilidade pela competência do trabalho executado, após anos de atuação nos bastidores. Agora que os dois saíram dos bastidores, quem será o braço direito deles? O tempo dirá.
Analistas políticos acreditam que Dilma e Anastásia – por serem técnicos e pragmáticos, farão um bom governo e saberão contornar as arestas políticas no momento em que for necessário para a realização de políticas públicas. Questionado durante a posse, o próprio Anastásia disse que não acredita em retaliação por parte da nova presidenta e acredita que a relação será a melhor possível.
“A presidente Dilma é mineira. Certamente, fará um bom governo, terá muito respeito, tenho certeza, pela federação brasileira. O fato de sermos governadores da oposição – e somos muitos, não significará, naturalmente, qualquer tipo de modificação da relação administrativa entre o governo federal e os governos estaduais – aliás, como aconteceu com o presidente Lula e o governador Aécio e os demais governadores de oposição a ele”, comentou Anastasia.
Já Dilma, mesmo sem saber do otimismo do governador mineiro, rebateu com o mesmo entusiasmo. A nova presidenta do Brasil, em discurso após a posse no parlatório, em frente ao Palácio do Planalto, pediu união e apoio entre partidos políticos aliados ao PT e também aos de oposição, ao citar que “não se pode trocar um aperto de mão com os punhos fechados”. “Trabalharei para que estejamos todos unidos para as mudanças necessárias, sobretudo na luta para acabar com a pobreza e a miséria. Não peço a ninguém que abdique de suas convicções. Buscarei o apoio, aceitarei a crítica”, explicou Dilma.
Fotos: Agência Minas \ Reuters.
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Wander Veroni
Jornalista
Em Minas Gerais, o governador Antonio Augusto Junho Anastasia (PSDB), 49 anos, e o vice-governador Alberto Pinto Coelho (PP), 65 anos, tomaram posse para o mandato 2011-2014, em solenidades que aconteceram na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e no Palácio da Liberdade, na Praça da Liberdade, na região centro-sul de Belo Horizonte.
Já em Brasília-DF, a presidenta Dilma Vana Rousseff (PT), 63 anos, e o vice-presidente Michel Miguel Elias Temer Lulia (PMDB), 70 anos, foram empossados em uma cerimônia que reuniu políticos autoridades de várias partes do Brasil e do mundo. A solenidade aconteceu na Esplanada dos Ministérios e na Praça dos Três Poderes, na capital federal, em cerimônia da qual Dilma recebeu a faixa presidencial das mãos de seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que deixou o governo após dois mandatos sucessivos. Eleita com 56% dos votos, Dilma é a primeira mulher a assumir a Presidência do Brasil – fato que foi amplamente divulgado.
Veja também:
• Considerações sobre a Posse de Dilma e Anastásia
Curiosamente, alguns detalhes fazem com que Dilma e Anastásia tenham muita coisa em comum em suas histórias políticas, e não apenas o fato de que os dois foram empossados na parte da tarde do dia primeiro de janeiro. Ambos são mineiros e foram gestores técnicos importantes tanto para Lula, quanto para Aécio Neves, nos últimos anos. Apesar de serem de partidos adversários – e historicamente antagônicos na disputa eleitoral, tanto Dilma, quanto Anastásia, foram ganhando visibilidade pela competência do trabalho executado, após anos de atuação nos bastidores. Agora que os dois saíram dos bastidores, quem será o braço direito deles? O tempo dirá.
Analistas políticos acreditam que Dilma e Anastásia – por serem técnicos e pragmáticos, farão um bom governo e saberão contornar as arestas políticas no momento em que for necessário para a realização de políticas públicas. Questionado durante a posse, o próprio Anastásia disse que não acredita em retaliação por parte da nova presidenta e acredita que a relação será a melhor possível.“A presidente Dilma é mineira. Certamente, fará um bom governo, terá muito respeito, tenho certeza, pela federação brasileira. O fato de sermos governadores da oposição – e somos muitos, não significará, naturalmente, qualquer tipo de modificação da relação administrativa entre o governo federal e os governos estaduais – aliás, como aconteceu com o presidente Lula e o governador Aécio e os demais governadores de oposição a ele”, comentou Anastasia.
Já Dilma, mesmo sem saber do otimismo do governador mineiro, rebateu com o mesmo entusiasmo. A nova presidenta do Brasil, em discurso após a posse no parlatório, em frente ao Palácio do Planalto, pediu união e apoio entre partidos políticos aliados ao PT e também aos de oposição, ao citar que “não se pode trocar um aperto de mão com os punhos fechados”. “Trabalharei para que estejamos todos unidos para as mudanças necessárias, sobretudo na luta para acabar com a pobreza e a miséria. Não peço a ninguém que abdique de suas convicções. Buscarei o apoio, aceitarei a crítica”, explicou Dilma.
Fotos: Agência Minas \ Reuters.
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Wander Veroni
Jornalista

• Parabéns especial à Rede Minas e a TV ALMG por serem as únicas emissoras de TV do Estado que fizeram a cobertura AO VIVO da posse do governador Anastásia. Por mais que a posse da Dilma tenha o fator histórico, faltou “visão jornalística” das emissoras locais que poderiam ter dedicado mais flashs ao evento político local – ou, até mesmo, transmitido as duas posses ao vivo.
• Do outro lado da onda, uma surpresa: a RedeTV! tem se destacado pela isenção da cobertura jornalística (e, principalmente, política), além da ótima análise do jornalista Kennedy Alercar. Na Band, apesar das boas reportagens, a transmissão soou morna, e não teve um diferencial característico das outras coberturas. Já o SBT Brasil, do SBT, apesar de ter bons profissionais, se perde pela edição ruim do material jornalístico captado. Precisa melhorar!
Repito: a aparição de Dilma nos dois telejornais não tem nada a ver visões políticas partidárias explícitas ou veladas. Mas, sim pelo fato da presidenta eleita ser a “pauta do dia”. Agora que as cartas foram colocadas na mesa, faça a reflexão de como os dois noticiários trataram essa pauta. Perceba que a diferença foi gritante, tanto de conteúdo, como a de registro informativo. Assista abaixo a entrevista de Dilma ao Jornal da Record:
Já o JN optou pelo caminho mais cômodo. Requentou as matérias exibidas no Fantástico do dia anterior, convidando Dilma para assisti-las ao lado de 

Segundo a Polícia Militar, foram atendidos 89 chamados de confusões ou irregularidades na votação deste domingo (31/11). Ao todo, foram 33 boletins de ocorrências e 31 pessoas conduzidas a delegacias para prestarem esclarecimentos. Segundo o TRE-MG, a maioria das ocorrências foi por boca de urna e por venda de bebida alcoólica durante a votação – prática que é proibida pela Lei Seca. As ocorrências aconteceram em três regiões da Grande Belo Horizonte e em 11 regiões da PM no interior.
-> Veja algumas frases do Debate da Record:

O segundo turno entre Dilma (PT) e Serra (PSDB) virou coadjuvante. Claro, não que seja menos importante. Afinal, o futuro presidenciável sairá deste pleito no dia 31 de outubro. É tanta torcida fanática polarizada que cansa. Tucanos e petistas chegam a ser xiitas na disputa eleitoral. Pelo jogo da permanência vale tudo: jogar no ralo anos de história de esquerda; impor um candidato goela abaixo do eleitores; tentar mudar o vice de última hora; destruir a TV Cultura por fazer um jornalismo mais crítico ao governo estadual e, o pior de tudo, não atacar o adversário, mostrando uma falsa continuidade.


