
As enchentes no Rio de Janeiro, que aconteceram na última semana, causou mais mortes do que qualquer outra tragédia pelo mundo em 2010. De acordo com especialistas, a inundação no Rio foi a quinta mais fatal do mundo, com mais de duzentos mortos, centenas de feridos e desabrigados.
Mas, você que é leitor do Café com Notícias, deve estar estranho mais um post sobre a enchente no Rio de Janeiro, não é verdade? O último post não foi sobre o documentário da enchente? Foi, mas calma. Não é sensacionalismo. Tem um motivo. Para nós jornalistas, a cobertura de tragédia é um momento de reflexão, respeito e criatividade muito grande. Vários debates podem ser feitos e, com isso, lições valiosas podem ser tiradas e levadas, tanto para o lado pessoal, como o profissional.
Na semana passada, exatamente numa quinta-feira (08/04), o Jornal Nacional (JN), da TV Globo, se propôs a fazer algo diferente com o intuito de mostrar de perto o que acontecia em Niterói (RJ), mais especificamente no Morro do Bumba, onde teve o maior número de vítimas, até então.
Fátima Bernardes, apresentadora titular do noticiário, foi escalda não só para apresentar o telejornal de lá, mas como também fazer matérias e descobrir personagens dessa tragédia que chocou o país. Veja abaixo a entrevista que Fátima concedeu ao jornalista Alfredo Bokel, editor do site do JN Especial, sobre os bastidores dessa cobertura:
Mas, você que é leitor do Café com Notícias, deve estar estranho mais um post sobre a enchente no Rio de Janeiro, não é verdade? O último post não foi sobre o documentário da enchente? Foi, mas calma. Não é sensacionalismo. Tem um motivo. Para nós jornalistas, a cobertura de tragédia é um momento de reflexão, respeito e criatividade muito grande. Vários debates podem ser feitos e, com isso, lições valiosas podem ser tiradas e levadas, tanto para o lado pessoal, como o profissional.
Na semana passada, exatamente numa quinta-feira (08/04), o Jornal Nacional (JN), da TV Globo, se propôs a fazer algo diferente com o intuito de mostrar de perto o que acontecia em Niterói (RJ), mais especificamente no Morro do Bumba, onde teve o maior número de vítimas, até então.
Fátima Bernardes, apresentadora titular do noticiário, foi escalda não só para apresentar o telejornal de lá, mas como também fazer matérias e descobrir personagens dessa tragédia que chocou o país. Veja abaixo a entrevista que Fátima concedeu ao jornalista Alfredo Bokel, editor do site do JN Especial, sobre os bastidores dessa cobertura:Esse post, na verdade, é uma necessidade que tenho de dividir com você leitor, independente se é jornalista ou não, de valorizar algo de bom na TV aberta, que anda numa profunda crise de qualidade. Quem me conhece, sabe o meu caso de amor e ódio do Jornal Nacional.
Em algumas coberturas, o JN ou me decepciona, ou me surpreende pela criatividade. Mas, porque o Jornal Nacional? Querendo ou não, é o telejornal mais antigo da TV brasileira e que até hoje inova e impõe a sua linguagem como padrão para todos os outros noticiários. É referência, e não exatamente um gosto pessoal. E os jornalistas têm por obrigação ficar atentos em linguagem, estética, texto, formato e conteúdo para, desse modo, acrescentar para si aquilo que merece ser colocado em prática na sua rotina produtiva. É importante ficar atento ao trabalho do colega, sempre.
Além de tudo, para nós, que estamos do outro lado da telinha, vale a pena ressaltar quando vemos bons exemplos, da aquela esperança para que chama do bom jornalismo continue e permaneça acesa. Existe esperança no final do túnel! É possível ter audiência comuma cobertura jornalística de qualidade. O que quero propor nesse post é que você enxergue além da emissora ou da linha editorial, que você comece avaliar a qualidade da notícia que chega até você todos os dias e, caso não concorde com o que foi mostrado troque de canal e procure outros meios de informação que lhe satisfaça. Não se acomode!
E nessa terça-feira (13/04), o Profissão Repórter – que é uma das atrações obrigatórias para quem gosta de boas reportagens e dos bastidores da notícia, foi no olho da tragédia e reportou como foi os dias de angustia dos moradores que perderam tudo na enchente e deslizamentos dos morros no Rio de Janeiro. Exemplos de solidariedade, esperança e descaso do IML, são alguns dos temas que o telespectador pôde ver nesse programa.
Qualquer comentário feito à equipe de Caco Barcelos – pelo menos no meu entendimento como jornalista, é desnecessário, pois não falta elogios. Aliás, sobra. Brinco que o jornalístico não é um programa de TV, mas sim uma aula do que é possível fazer para salvar a narrativa do telejornalismo e mostrar para o público que antes de lidar com fatos e acontecimentos, lidamos com seres humanos e precisamos sair do padrão e inovar.
E essa edição do programa, em especial, foi um dos melhores que já assisti até então. Recomendo. Assista o Profissão Repórter na íntegra abaixo:
Fotos: Portal Terra e TV Globo.
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Wander Veroni
Jornalista
Em algumas coberturas, o JN ou me decepciona, ou me surpreende pela criatividade. Mas, porque o Jornal Nacional? Querendo ou não, é o telejornal mais antigo da TV brasileira e que até hoje inova e impõe a sua linguagem como padrão para todos os outros noticiários. É referência, e não exatamente um gosto pessoal. E os jornalistas têm por obrigação ficar atentos em linguagem, estética, texto, formato e conteúdo para, desse modo, acrescentar para si aquilo que merece ser colocado em prática na sua rotina produtiva. É importante ficar atento ao trabalho do colega, sempre.
Além de tudo, para nós, que estamos do outro lado da telinha, vale a pena ressaltar quando vemos bons exemplos, da aquela esperança para que chama do bom jornalismo continue e permaneça acesa. Existe esperança no final do túnel! É possível ter audiência comuma cobertura jornalística de qualidade. O que quero propor nesse post é que você enxergue além da emissora ou da linha editorial, que você comece avaliar a qualidade da notícia que chega até você todos os dias e, caso não concorde com o que foi mostrado troque de canal e procure outros meios de informação que lhe satisfaça. Não se acomode!
E nessa terça-feira (13/04), o Profissão Repórter – que é uma das atrações obrigatórias para quem gosta de boas reportagens e dos bastidores da notícia, foi no olho da tragédia e reportou como foi os dias de angustia dos moradores que perderam tudo na enchente e deslizamentos dos morros no Rio de Janeiro. Exemplos de solidariedade, esperança e descaso do IML, são alguns dos temas que o telespectador pôde ver nesse programa.Qualquer comentário feito à equipe de Caco Barcelos – pelo menos no meu entendimento como jornalista, é desnecessário, pois não falta elogios. Aliás, sobra. Brinco que o jornalístico não é um programa de TV, mas sim uma aula do que é possível fazer para salvar a narrativa do telejornalismo e mostrar para o público que antes de lidar com fatos e acontecimentos, lidamos com seres humanos e precisamos sair do padrão e inovar.
E essa edição do programa, em especial, foi um dos melhores que já assisti até então. Recomendo. Assista o Profissão Repórter na íntegra abaixo:
Segundo bloco do Profissão Repórter:
Fotos: Portal Terra e TV Globo.
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Wander Veroni
Jornalista
Café com Notícias
#ReportagemEspecial: Chuva e enchente trazem caos ao Rio de Janeiro
abril 07, 2010
O dia em que o cartão postal do Brasil parou e viveu momentos de caos. Ruas alagadas, enchentes e mais de 100 vítimas fatais. Uma chuva que começou na noite de segunda-feira (05/04) e que se transformou, no decorrer dessa terça-feira (06/04), na maior tempestade já registrada no Rio de Janeiro, desde 1966. Choveu 288 milímetros, o que representa mais que o dobro esperado para todo o mês de abril.
Até o fechamento desta edição, de acordo com a defesa Civil, foram registradas 49 mortes em Niterói, 37 na capital fluminense, 11 em São Gonçalo, uma em Petrópolis, uma em Paracambi e uma em Nilópolis. Ao todo, as chuvas deixaram 2.134 pessoas desabrigadas no Rio. Ainda, é possível que o número de vítimas seja ainda maior no decorrer do dia, pois as buscas por pessoas soterradas ou corpos continuam. Veja a reportagem abaixo que conta como foram as últimas 30 horas no Rio de Janeiro:
A Prefeitura decretou feriado escolar em todas as unidades do município, recomendando que as escolas particulares sigam a mesma orientação. Obras emergenciais para minimizar os transtornos já estão sendo feitas por todo o Estado para minimizar os estragos. A Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) e a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) também suspenderam as aulas.
"Decretamos feriado para as escolas do município para reduzir o fluxo de veículos e pessoas nas ruas. Assim, além dos cariocas ficarem protegidos em suas casas, as ruas ficarão mais livres para que as equipes dos órgãos públicos possam se locomover com mais facilidade e agilizar seu trabalho", disse o prefeito Eduardo Paes (PMDB), que se reúne com representantes do governo federal, nesta quarta-feira (07/04), para pleitear recursos para obras de contenção de encostas, drenagem de rios e reassentamentos.
Twitter
Mais uma vez, as mídias sociais foram o espaço mais usado pelos internautas para a troca de informações sobre os acontecimentos relativos ao temporal que abalou o Rio de Janeiro. No Twitter, as tags #chuvanorio e #caosnorio ficaram entre os assuntos mais comentados no Trending Topings brasileiro e, desse modo, permitiu que as pessoas pudessem acompanhar o que era postado sobre o assunto.
Apesar do próprio @realwbonner já afirmar em várias entrevistas que a sua conta no Twitter não possui caráter jornalístico e/ou informativo – pois ele a usa como passatempo, foi graças a um post de William Bonner que eu, daqui de Minas Gerais, pude entender a proporção da chuva que começou na noite dessa segunda-feira (05/04) e se transformou numa verdadeira tempestade durante toda terça-feira (06/04).
Logo depois, vários internautas começaram a repercutir a enchente e mostrando a força do jornalismo colaborativo. O próprio Jornal Nacional, da TV Globo, se rendeu a essa “ajuda” dos telespectadores e exibiu imagens e relatos dos telespectadores.
Iniciativa
Há uma expressão muito usada no jornalismo, que diz, entre outras coisas, que “jornalista é jornalista 24 horas por dia e aos 45 minutos do segundo tempo”. Ou seja, não existe tempo ruim para produzir conteúdo, apurar ou pensar em novas abordagens na hora de trazer informações ao público.
E na edição dessa terça-feira (06/04) do Jornal Nacional, da TV Globo, o jornalista e apresentador Márcio Gomes, deu um exemplo de que tudo pode ser um pauta, ainda mais numa época em que uma câmara amadora pode estar acoplada em um celular, por exemplo. Veja o vídeo abaixo:
Veja também:
• Blog Ao Vivo do G1 com a cobertura da chuva no RJ
• Cidade do Rio amanhece em estado de atenção
• Eduardo Paes pede que população evite fazer deslocamentos longos
Ilustração: Daniel Paiva / Fotos: Portal Terra
Até o fechamento desta edição, de acordo com a defesa Civil, foram registradas 49 mortes em Niterói, 37 na capital fluminense, 11 em São Gonçalo, uma em Petrópolis, uma em Paracambi e uma em Nilópolis. Ao todo, as chuvas deixaram 2.134 pessoas desabrigadas no Rio. Ainda, é possível que o número de vítimas seja ainda maior no decorrer do dia, pois as buscas por pessoas soterradas ou corpos continuam. Veja a reportagem abaixo que conta como foram as últimas 30 horas no Rio de Janeiro:
A Prefeitura decretou feriado escolar em todas as unidades do município, recomendando que as escolas particulares sigam a mesma orientação. Obras emergenciais para minimizar os transtornos já estão sendo feitas por todo o Estado para minimizar os estragos. A Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) e a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) também suspenderam as aulas.
"Decretamos feriado para as escolas do município para reduzir o fluxo de veículos e pessoas nas ruas. Assim, além dos cariocas ficarem protegidos em suas casas, as ruas ficarão mais livres para que as equipes dos órgãos públicos possam se locomover com mais facilidade e agilizar seu trabalho", disse o prefeito Eduardo Paes (PMDB), que se reúne com representantes do governo federal, nesta quarta-feira (07/04), para pleitear recursos para obras de contenção de encostas, drenagem de rios e reassentamentos.Mais uma vez, as mídias sociais foram o espaço mais usado pelos internautas para a troca de informações sobre os acontecimentos relativos ao temporal que abalou o Rio de Janeiro. No Twitter, as tags #chuvanorio e #caosnorio ficaram entre os assuntos mais comentados no Trending Topings brasileiro e, desse modo, permitiu que as pessoas pudessem acompanhar o que era postado sobre o assunto.
Apesar do próprio @realwbonner já afirmar em várias entrevistas que a sua conta no Twitter não possui caráter jornalístico e/ou informativo – pois ele a usa como passatempo, foi graças a um post de William Bonner que eu, daqui de Minas Gerais, pude entender a proporção da chuva que começou na noite dessa segunda-feira (05/04) e se transformou numa verdadeira tempestade durante toda terça-feira (06/04).
Logo depois, vários internautas começaram a repercutir a enchente e mostrando a força do jornalismo colaborativo. O próprio Jornal Nacional, da TV Globo, se rendeu a essa “ajuda” dos telespectadores e exibiu imagens e relatos dos telespectadores.Iniciativa
Há uma expressão muito usada no jornalismo, que diz, entre outras coisas, que “jornalista é jornalista 24 horas por dia e aos 45 minutos do segundo tempo”. Ou seja, não existe tempo ruim para produzir conteúdo, apurar ou pensar em novas abordagens na hora de trazer informações ao público.E na edição dessa terça-feira (06/04) do Jornal Nacional, da TV Globo, o jornalista e apresentador Márcio Gomes, deu um exemplo de que tudo pode ser um pauta, ainda mais numa época em que uma câmara amadora pode estar acoplada em um celular, por exemplo. Veja o vídeo abaixo:
Veja também:
• Blog Ao Vivo do G1 com a cobertura da chuva no RJ
• Cidade do Rio amanhece em estado de atenção
• Eduardo Paes pede que população evite fazer deslocamentos longos
Ilustração: Daniel Paiva / Fotos: Portal Terra
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Jornalista
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Tremor no chile traz destruição e deixa vários países em estado de alerta
fevereiro 27, 2010
Há um pouco mais de um mês do terremoto do Haiti, o mundo amanheceu, neste sábado (27/02), com a notícia de outro tremor de terra, só que agora no Chile. O terremoto de magnitude 8,8 na escala Richter destruiu meio milhão de casas na região centro-sul do país e fez mais de 700 mortos. A tragédia ocorreu a poucos dias de se completarem 25 anos de outro tremor que causou centenas de mortes no Chile.
Em 1960, os chilenos presenciaram o maior terremoto já registrado: 9,5 graus na escala Richter, matando 5,7 mil pessoas. De acordo com o Jornal La Tercera, o terremoto deste sábado (27/02) deixou várias localidades do Chile sem luz, água, telefone, internet e já teve mais de 50 réplicas do tremor em várias regiões. Veja os detalhes dessa tragédia na reportagem abaixo:
A cidade de Concepción, localizada a 500 km ao sul da capital Santiago, registrou a maior intensidade do epicentro e é considerado pelo governo chileno como uma zona de catástrofe. Segundo os sismólogos, o Chile fica em uma área chamada de "círculo de fogo". Esta região agrupa países do Oceano Pacífico e é responsável por 80% dos terremotos no mundo.
Veja também:
• Relatos de quem presenciou o terremoto no Chile
• Terremoto do Chile foi mais potente que o do Haiti
• O mundo oferece ajuda ao Chile após terremoto
• Tsunami gerado por terremoto no Chile atinge Havaí

Tsunami
A ilha chilena de Robinson Crusoé – que faz parte do arquipélago de Juan Fernandez, foi devastada por uma série de ondas gigantes e as autoridades estão a procura de 15 desaparecidos e cinco mortos neste arquipélago. Já o aeroporto internacional de Santiago ficará fechado por 24 horas para evitar o risco de uma nova tragédia com passageiros e tripulantes das aeronaves.
O Centro de Advertência para Tsunamis do Pacífico dos Estados Unidos ampliou o alerta para vários países da costa deste Oceano, como México, Nova Zelândia, Austrália, Rússia, Indonésia, Japão e Filipinas. Em Talcahuano, no Chile, foram registradas ondas de 2,3 metros de altura. Já em Coquimbo e Valparaíso – também no Chile, foram medidas ondas de 1,3 metro de altura. Ondas de 3 metros foram registradas nas ilhas de Páscoa (Chile) e Galápagos (Equador).
O Havaí soltou um alerta de Tsunami por todo o país e uma onda gigante já é esperada pelo governo local. Os moradores da ilha foram acordados com o barulho do alerta neste sábado (27/02). Em função disso, a população e as embarcações foram retirados da área costeira. O aeroporto internacional de Hillo, que fica na parte litorânea, também foi fechado por tempo indeterminado.
Brasil
O tremor de terra, que durou cerca de 1 minuto na madrugada deste sábado (27/02), também foi sentido - em intensidade menor, em alguns países vizinhos do Chile e também no Brasil. O Corpo de Bombeiros de São Paulo recebeu vários chamados para verificar pequenos tremores em muitos bairros da capital. Já a empresa TAM cancelou três voos entre São Paulo e Santiago.
E muita atenção para quem está a procura de notícias de familiares ou amigos que estão no Chile. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, basta entrar em contato com o Núcleo de Assistência a Brasileiros do Itamaraty, nos seguintes telefones: (61) 3411-8804 e 3411-8805, das 10h às 18h, (61) 8197-2284, entre 18h e 10h.
Internet
Ainda, com o intuito de ajudar nas buscas por notícias de familiares e amigos no Chile – devido ao terremoto que devastou o país neste sábado (27/02), a Google criou um aplicativo que oferece informações em inglês e espanhol para ajudar os internautas. Os usuários podem fazer buscas pelo nome ou por outras informações fornecidas por quem já utilizou o sistema de forma colaborativa. Para usar o aplicativo, acesse: http://chilepersonfinder.appspot.com
De acordo com a empresa líder de buscas na internet, até às 16h deste sábado (27/02), já havia 2.300 registros cadastrados no utilitário "person finder". Iniciativa semelhante foi tomada no caso do terremoto do Haiti, totalizando 58.700 registros. Alem disso, a tag #terremotochile, no Twitter, tem ajudado vários internautas na troca de informações, impressões e últimas notícias à respeito da tragédia que destruiu boa parte da nação chilena.
Fotos: G1 e Agência Associated Press.
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Wander Veroni
Jornalista
Em 1960, os chilenos presenciaram o maior terremoto já registrado: 9,5 graus na escala Richter, matando 5,7 mil pessoas. De acordo com o Jornal La Tercera, o terremoto deste sábado (27/02) deixou várias localidades do Chile sem luz, água, telefone, internet e já teve mais de 50 réplicas do tremor em várias regiões. Veja os detalhes dessa tragédia na reportagem abaixo:
A cidade de Concepción, localizada a 500 km ao sul da capital Santiago, registrou a maior intensidade do epicentro e é considerado pelo governo chileno como uma zona de catástrofe. Segundo os sismólogos, o Chile fica em uma área chamada de "círculo de fogo". Esta região agrupa países do Oceano Pacífico e é responsável por 80% dos terremotos no mundo.
Veja também:
• Relatos de quem presenciou o terremoto no Chile
• Terremoto do Chile foi mais potente que o do Haiti
• O mundo oferece ajuda ao Chile após terremoto
• Tsunami gerado por terremoto no Chile atinge Havaí

Tsunami
A ilha chilena de Robinson Crusoé – que faz parte do arquipélago de Juan Fernandez, foi devastada por uma série de ondas gigantes e as autoridades estão a procura de 15 desaparecidos e cinco mortos neste arquipélago. Já o aeroporto internacional de Santiago ficará fechado por 24 horas para evitar o risco de uma nova tragédia com passageiros e tripulantes das aeronaves.
O Centro de Advertência para Tsunamis do Pacífico dos Estados Unidos ampliou o alerta para vários países da costa deste Oceano, como México, Nova Zelândia, Austrália, Rússia, Indonésia, Japão e Filipinas. Em Talcahuano, no Chile, foram registradas ondas de 2,3 metros de altura. Já em Coquimbo e Valparaíso – também no Chile, foram medidas ondas de 1,3 metro de altura. Ondas de 3 metros foram registradas nas ilhas de Páscoa (Chile) e Galápagos (Equador).
O Havaí soltou um alerta de Tsunami por todo o país e uma onda gigante já é esperada pelo governo local. Os moradores da ilha foram acordados com o barulho do alerta neste sábado (27/02). Em função disso, a população e as embarcações foram retirados da área costeira. O aeroporto internacional de Hillo, que fica na parte litorânea, também foi fechado por tempo indeterminado.Brasil
O tremor de terra, que durou cerca de 1 minuto na madrugada deste sábado (27/02), também foi sentido - em intensidade menor, em alguns países vizinhos do Chile e também no Brasil. O Corpo de Bombeiros de São Paulo recebeu vários chamados para verificar pequenos tremores em muitos bairros da capital. Já a empresa TAM cancelou três voos entre São Paulo e Santiago.
E muita atenção para quem está a procura de notícias de familiares ou amigos que estão no Chile. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, basta entrar em contato com o Núcleo de Assistência a Brasileiros do Itamaraty, nos seguintes telefones: (61) 3411-8804 e 3411-8805, das 10h às 18h, (61) 8197-2284, entre 18h e 10h.
Internet
Ainda, com o intuito de ajudar nas buscas por notícias de familiares e amigos no Chile – devido ao terremoto que devastou o país neste sábado (27/02), a Google criou um aplicativo que oferece informações em inglês e espanhol para ajudar os internautas. Os usuários podem fazer buscas pelo nome ou por outras informações fornecidas por quem já utilizou o sistema de forma colaborativa. Para usar o aplicativo, acesse: http://chilepersonfinder.appspot.com
De acordo com a empresa líder de buscas na internet, até às 16h deste sábado (27/02), já havia 2.300 registros cadastrados no utilitário "person finder". Iniciativa semelhante foi tomada no caso do terremoto do Haiti, totalizando 58.700 registros. Alem disso, a tag #terremotochile, no Twitter, tem ajudado vários internautas na troca de informações, impressões e últimas notícias à respeito da tragédia que destruiu boa parte da nação chilena.Fotos: G1 e Agência Associated Press.
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