
O mundo está muito mudado. Os valores e o respeito ao próximo estão esquecidos. Não se trata de apontar o dedo para ninguém, mas é preciso ter bom senso. O velho "jeitinho brasileiro" de querer levar vantagem em tudo está acabando com a nossa sociedade. Isso acontece em todas as classes sociais, por incrível que pareça. Mas, se ficarmos calados, a inversão de valores e o mal-caratismo ainda vai continuar. Nâo adianta: temos que botar o dedo na ferida.
Mas, a pergunta que fica é a seguinte: será que é justo ganhar algo no grito? Numa verdadeira crise de ética, que beira entre a ajuda social e o conflito empresarial, desabrigados e militantes de movimentos sociais ocupam de forma irregular boa parte de um terreno de 315 mil metros quadrados, que fica entre o bairro Trevo e Céu Azul, na região da Pampulha, em Belo Horizonte (MG).
Aproximadamente mil famílias mantêm barracos de lona por todo terreno - que, segundo vários moradores de bairros próximos, fazia parte de uma antiga fazenda abandonada, há mais de 30 anos, cuja propriedade é da Construtora Modelo. O acampamento é liderado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), Brigadas Populares e Fórum de Moradia do Barreiro.
Mas, a pergunta que fica é a seguinte: será que é justo ganhar algo no grito? Numa verdadeira crise de ética, que beira entre a ajuda social e o conflito empresarial, desabrigados e militantes de movimentos sociais ocupam de forma irregular boa parte de um terreno de 315 mil metros quadrados, que fica entre o bairro Trevo e Céu Azul, na região da Pampulha, em Belo Horizonte (MG).
Aproximadamente mil famílias mantêm barracos de lona por todo terreno - que, segundo vários moradores de bairros próximos, fazia parte de uma antiga fazenda abandonada, há mais de 30 anos, cuja propriedade é da Construtora Modelo. O acampamento é liderado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), Brigadas Populares e Fórum de Moradia do Barreiro.
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MST e desabrigados invadem terreno em bairro de BH

A Ocupação Dandara, nome dado ao grupo de desabrigados que acampam no local, resolveu invadir todo o terreno, e não mais uma pequena parte localizada perto da garagem da empresa de ônibus Plena Transportes. Há praticamente duas semanas, várias famílias vindas da região do Barreiro e de outros lugares liderados pelo MST, resolveram instalar barracas por outros pontos do lote. De acordo com moradores do bairro Céu Azul, muitas pessoas estão pagando alguém para reservar uma barraca ou também resolveram aderir ao movimento, mesmo possuindo residência fixa e automóvel, com intuito de garantir um posterior espaço para construção no loteamento.
Além disso, os moradores temem que o terreno se transforme numa nova favela. Procurada, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) insiste que o caso é uma disputa judicial entre a Construtora e o Movimento Social em questão. O processo ainda corre no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (2ª Instância), que no último dia 13/04, suspendeu a liminar de reintegração de posse concedida à Construtora Modelo. Por ora, legalmente, os desabrigados ainda podem permanecer no local.
Na noite desta última quarta-feira (22/07) houve uma reunião entre moradores do entorno do terreno invadido com uma comissão da PBH e da Câmara de Vereadores da capital mineira. O objetivo foi esclarecer aos moradores da região em que pé está o tramite do processo na justiça e dar também uma satisfação do poder publico à população. Durante a reunião, os moradores do entorno da Ocupação Dandara deixaram bem claro que não apoiam a invasão e que querem que os invasores saiam do terreno de forma pacífica.

De acordo com um morador que esteve presente na reunião, mas não quer se identificar, estiveram presentes o secretário municipal Osmando Pereira, o vereador vice-presidente da Câmara de BH Silvinho Rezende, uma assessora da Vereadora Luzia Ferreira - Presidente da Câmara, e uma representante da Secretaria Municipal de Habitação e as lideranças das associações do bairro Trevo, Céu Azul, Garças, entre outras.
Da reunião surgiu uma comissão de moradores e um documento como uma lista de abaixo assinado, que vai ser entregue as autoridades, e que manifesta o repúdio da população à Ocupação Dandara. O documento vai ser elaborado e entregue à comissão para que se faça uma circular pelo bairro e colha as assinaturas, para que na próxima semana este seje entregue às autoridades judiciárias e ao Ministério Publico.
A pergunta que me faço é porque esse tipo de movimento insiste no processo de invasão para conseguir terrenos? Não seria mais fácil criar uma cooperativa de trabalho que tivesse o objetivo de comprar casas para pessoas desabrigadas? Posso parecer radical, mas sou contra esses projetos assistencialistas do Governo ou de ONGs que, ao invés de ajudar a pessoa a sair da linha da pobreza, a estimula continuar miserável e ignorante. É aquela velha história: ao invés de ensinar a pescar, prefere-se dar o peixe.MST e desabrigados invadem terreno em bairro de BH

A Ocupação Dandara, nome dado ao grupo de desabrigados que acampam no local, resolveu invadir todo o terreno, e não mais uma pequena parte localizada perto da garagem da empresa de ônibus Plena Transportes. Há praticamente duas semanas, várias famílias vindas da região do Barreiro e de outros lugares liderados pelo MST, resolveram instalar barracas por outros pontos do lote. De acordo com moradores do bairro Céu Azul, muitas pessoas estão pagando alguém para reservar uma barraca ou também resolveram aderir ao movimento, mesmo possuindo residência fixa e automóvel, com intuito de garantir um posterior espaço para construção no loteamento.
Além disso, os moradores temem que o terreno se transforme numa nova favela. Procurada, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) insiste que o caso é uma disputa judicial entre a Construtora e o Movimento Social em questão. O processo ainda corre no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (2ª Instância), que no último dia 13/04, suspendeu a liminar de reintegração de posse concedida à Construtora Modelo. Por ora, legalmente, os desabrigados ainda podem permanecer no local.
Na noite desta última quarta-feira (22/07) houve uma reunião entre moradores do entorno do terreno invadido com uma comissão da PBH e da Câmara de Vereadores da capital mineira. O objetivo foi esclarecer aos moradores da região em que pé está o tramite do processo na justiça e dar também uma satisfação do poder publico à população. Durante a reunião, os moradores do entorno da Ocupação Dandara deixaram bem claro que não apoiam a invasão e que querem que os invasores saiam do terreno de forma pacífica.

De acordo com um morador que esteve presente na reunião, mas não quer se identificar, estiveram presentes o secretário municipal Osmando Pereira, o vereador vice-presidente da Câmara de BH Silvinho Rezende, uma assessora da Vereadora Luzia Ferreira - Presidente da Câmara, e uma representante da Secretaria Municipal de Habitação e as lideranças das associações do bairro Trevo, Céu Azul, Garças, entre outras.
Da reunião surgiu uma comissão de moradores e um documento como uma lista de abaixo assinado, que vai ser entregue as autoridades, e que manifesta o repúdio da população à Ocupação Dandara. O documento vai ser elaborado e entregue à comissão para que se faça uma circular pelo bairro e colha as assinaturas, para que na próxima semana este seje entregue às autoridades judiciárias e ao Ministério Publico.
Dandara
Fazendo uma apuração rápida sobre o assunto, descobri que a invasão chama-se Dandara, em homenagem a companheira de Zumbi dos Palmares. Alguns moradores da região chegaram a apelidar a ocupação de "Novo Céu Azul" e, mais recentemente, de "Fazendinha", em alusão ao reality da Rede Record "A Fazenda". Eles até brincam que quem conseguir viver lá por muito tempo irá ganhar um lote como prêmio. Pode uma coisa dessas?

Além disso, a Ocupação Dandara mantém um blog com informações sobre a ocupação e que serve para abastecer sociedade e imprensa com informações oficiais do movimento. Além disso, eles contam com apoio jurídico da PUC Minas, MST, algumas lideranças católicas e políticas. Já o blog Invasão Dandara feito por um morador que reside próximo a região da ocupação, quer denunciar os abusos que esse tipo de movimento comete em nome do direito constitucional que todo brasileiro tem à terra.
Segundo o blog, vários gatos de luz e de água foram feitos, e militantes tem usado a causa social para conseguir um loteamento à base do grito. "Enquanto isso, o MST continua inchando a invasão. Ontem chegou mais um ônibus cheio de invasores. Desceram do mesmo e já foram entrando para o terreno. Vieram, parece-me que da região do Barreiro, de outro assentamento que também está em via de ser despejado", denuncia.

O fato é que nesses três meses, Belo Horizonte, praticamente, já ganhou uma nova favela. A omissão de alguns órgãos da imprensa que não querem dar suíte ao assunto (fazer uma matéria continuada do caso) ou de entidades públicas que enrolam para resolver o caso, mostram o claro desinteresse pelas pessoas que moram na periferia. Por mais que as lideranças da Ocupação Dandara insistem em que lá não irá virar uma nova favela, não é o que se vê.
A todo momento, novas pessoas chegam de carros, motos e caminhonetes para instalar novas tendas ou "render o turno" para alguém que mantém uma barraca no local. Claro, não duvido que tenham famílias realmente pobres e desabrigadas. Mas, não podemos nos calar diante de um descaso social e de gente querendo tirar vantagem em cima disso. Temos que ensiná-los a pescar, urgentemente.
Essa semana eu volto com mais Café com Notícias.
Wander Veroni
Jornalista
A todo momento, novas pessoas chegam de carros, motos e caminhonetes para instalar novas tendas ou "render o turno" para alguém que mantém uma barraca no local. Claro, não duvido que tenham famílias realmente pobres e desabrigadas. Mas, não podemos nos calar diante de um descaso social e de gente querendo tirar vantagem em cima disso. Temos que ensiná-los a pescar, urgentemente.
Essa semana eu volto com mais Café com Notícias.
Wander Veroni
Jornalista






