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| Foto: Renata Caldeira / TJMG. |
Foram muitas versões. Uma
investigação que durou quase três anos e uma série de reviravoltas. No entanto,
o caso não terminou. Um dos primeiros desfechos se deu na madrugada desta sexta-feira
(08/03), quando a juíza Marixa Rodrigues, do 1º Tribunal do Júri de Contagem (MG), finalmente, deu ao ex-goleiro
Bruno Fernandes das Dores de Souza, de 28 anos, a sentença pelo envolvimento na
morte da ex-amante dele, Eliza Samúdio, que na época tinha 25 anos.
Durante a leitura da sentença, a
juíza Marixa Rodrigues afirmou que Bruno "demonstrou
ser uma pessoa fria, violenta e dissimulada" e acrescentou que a
sociedade reconheceu o envolvimento dele como mandante na "trama diabólica". Mesmo com esse desfecho, o corpo de Eliza
Samúdio até hoje não foi localizado. Nos bastidores, existe a hipótese
investigativa de que parte do corpo de Eliza teria sido concretado em um barril
e jogado em açude em Vespasiano e outra parte dado para os cachorros comerem.
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| Foto: Renata Caldeira / TJMG. |
A ex-esposa de Bruno, Dayanne de
Souza, de 25 anos, acusada pelo crime de sequestro e cárcere privado de
Bruninho, filho de Eliza com o ex-goleiro, foi absolvida. A Promotoria alegou
que Dayanne teria sido coagida a ficar com a criança, enquanto Bruno e os demais
envolvidos estavam arquitetando um jeito de também se desfazer do menino.
Ainda, o promotor Henry Wagner argumentou que o motivo do crime se deu pela
negativa de Bruno a querer pagar pensão ao filho dele com Eliza, cuja morte da
ex-modelo ocorreu em 10 de junho de 2010, em Vespasiano, na Grande BH.
O Julgamento dos envolvidos com a
morte de Eliza Samúdio ainda não terminou. O próximo réu a ser julgado será o
ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola. Ele foi denunciado como o
executor de Eliza e apontado por Bruno como o matador contratado. Em maio,
serão julgados por sequestro e cárcere privado de Bruninho, Wemerson Marques de
Souza e Elenilson Vítor da Silva, que trabalhavam para o ex-goleiro.
Abaixo, confira uma parte da sentença lida pela Juíza:
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| Foto: Marcelo Albert / TJMG. |
A culpabilidade dos crimes é intensa
e altamente reprovável. O crime contra a vida praticado nestes autos tomou
grande repercussão não só pelo fato de ter entre seus réus um jogador de
futebol famoso, mas também por toda a trama que o cerca e pela incógnita
deixada pelos executores sobre onde estariam escondidos os restos mortais da
vítima.
Embora para esta indagação não se
tenha uma resposta, certamente pela eficiência dos envolvidos, a sociedade de
Contagem que em outro julgamento já tinha reconhecido o assassinato da vítima,
hoje reconheceu o envolvimento do mandante na trama diabólica. A investida do
réu contra a vítima não foi a primeira vez, mas certamente foi a última. Ficou
cristalino o interesse do réu em suprimir a vida de Elisa Samúdio. Agiu sempre
de forma dissimulada da sua real intenção.
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| Foto: Marcelo Albert / TJMG. |
Assim Elisa foi sequestrada no Rio de
Janeiro e trazida cativa para o sítio em Esmeraldas, onde ficou por quase uma
semana esperando a operacionalização de sua morte. O desenrolar do crime de
homicídio conta com detalhes sórdidos e demonstração de absoluta impiedade.
A culpabilidade é pelos mesmos
motivos, igualmente acentuada em relação ao crime de sequestro tendo como
vítima a criança Bruno Samúdio, sendo igualmente intensa e reprovável em
relação ao crime de ocultação de cadáver. O réu Bruno Fernandes acreditou que
consumindo com o corpo, a impunidade seria certa.
Para ler a sentença completa, clique
aqui.
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Jornalista







