#Reflexão: Será que o Facebook sabe mais sobre você do que os seus familiares e amigos?

abril 04, 2017

Foto: iStock / Reprodução.

Há alguns anos o Facebook encomendou um estudo muito, muito revelador sobre o quanto nossos amigos e família sabem sobre a gente em comparação com ele próprio: o Face. E o resultado é bastante surpreendente, diga-se de passagem.

O Facebook convidou 86 mil voluntários pra preencher um questionário com 100 itens sobre suas personalidades. Depois foram convidados colegas de trabalho, amigos, família e esposa/marido pra tentar acertar o que essas 86 mil pessoas responderam sobre si mesmas no questionário.

E agora que entra a parada séria: o Facebook descobriu que o algoritmo que rege essa nossa rede social precisou rastrear apenas 10 likes dos voluntários pra acertar mais questões sobre a pessoa do que os colegas de trabalho dela. 

Sabe quando você curte a página de uma banda, a publicação de um amigo, o comentário de um político? Pois bem, rastreando apenas 10 desses likes o Facebook sabia mais sobre a pessoa do que colegas de trabalho dela.

E a bagunça não para por aí: com o rastreamento de 70 likes, o Facebook conseguiu prever as respostas melhor do que amigas e amigos. Com 150 likes, o Face previu melhor que familiares. 

Com 300 likes rastreados, o Face sabia mais sobre determinada pessoa do que a esposa/marido dela. É isso, com 300 cliques - que você pode dar, sei lá, em uma semana - o Face te conhece melhor do que alguém que está 10 anos dividindo um teto e uma cama com você.

Eu poderia dizer 'Bem-vindo ao futuro', mas na real é um 'Bem-vindo ao passado', afinal, faz 3 anos que o Facebook fez esse estudo. Hoje, quase na metade de 2017, é muito provável que esse algoritmo esteja muito mais avançado do que estava 3 anos atrás.

A religião do futuro são os dados. Quando a gente tá perdido numa cidade nova, a gente não mais pede a Deus pra gente se achar, a gente consulta o Waze. Quando a gente quer escolher algo pra assistir na TV, a gente não pergunta pro amigo formado em cinema, nem segue nossa própria intuição, a gente dá uma olhada no que a Netflix colocou na lista de recomendados.

Em poucos anos, quando a gente quiser namorar/casar, não vamos mais pedir que Jesus coloque alguém abençoado no nosso caminho. Vamos olhar a recomendação que algum aplicativo vai fazer baseado nos nossos interesses e nos interesses da pessoa.

A religião do futuro tá sendo pregada no aplicativo mais próximo de você. @mém.


Fonte: 'Livro: Homo Deus - Uma breve história do amanhã - Página 342'


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Observação: Texto publicado originalmente na fan page Quebrando o Tabu.




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