#Reflexão: Será que estamos preparados para essa ruptura de paradigma do YouTube e da Netflix?

abril 22, 2017

Foto: iStock / Reprodução. 

Há cerca de dois anos atrás, ao chegar do trabalho, me deparei com o meu irmão – oito anos mais novo do que eu (tenho 32 anos), assistindo vários canais no YouTube na televisão do quarto dele. E isso acontecia de forma regular. 😯🖥🌎💔📺 Eram vídeos sobre jogos de videogame, sobre lançamentos de séries e filmes e também sobre pessoas comentando acontecimentos variados que ganharam destaque nos noticiários ou nas redes sociais.

Outro exemplo que vejo dentro de casa é o fato da minha mãe – que é de outra geração muito mais televisa (não vou revelar a idade dela se não apanho...rs), assistir a novela Rubi, do SBT/Televisa, e o reality show Masterchef, da Band, também pelo YouTube, mais precisamente pelo celular dela, deitada na cama à noite, antes de dormir.

Foi daí que me liguei que acontecia uma revolução do qual eu não tinha me dado conta: o YouTube já tomou o lugar da TV aberta e a Netflix o lugar da TV Paga na minha casa. Sim, minha família ainda consome programas de televisão de forma convencional, mas isso não os tornam mais refém de ter que assistir determinado programa em tal horário.

Essas duas situações dentro da minha própria casa me fizeram perceber que sim, o YouTube tem uma relevância imensa na produção de conteúdo audiovisual e que muitas pessoas – comuns e famosas, estão migrando para essa plataforma para mostrar a sua opinião ou, até mesmo, fazer algo construtivo que, infelizmente, a TV aberta não se interessa em dar espaço. 🤔💻📱💡💖

No próprio YouTube já me deparei com canais de alguns apresentadores que ficaram conhecidos do grande público como Leda Nagle, Marília Gabriela, Adriane Galisteu, Celso Portiolli, Regina Volpato, João Gordo, Caio Fisher, Evandro Santo, entre outros. São pessoas que resolveram apostar nesse novo player de audiovisual, uma vez que a TV aberta se perdeu na sua busca desenfreada por audiência e modismos.

Do outro lado, temos YouTubers que fazem sucesso com a molecada como Whindersson Nunes, LubaKéfera e a trupe do Porta dos Fundos, fenômenos da internet que conseguiram capitalizar o sucesso no YouTube em shows de stand up, produtos licenciados, livros e, mais recentemente, em filme. De certa formas, os YouTubers se tornaram ícones do público jovem atual como os VJs da MTV foram para a geração dos anos 1990/2000. 

Do mesmo jeito que temos, YouTubers famosos temos também tantos outros em ascensão divulgando conteúdo variado sobre comportamento, esportes, moda, música,  entretenimento, feminismo, cabelos e maquiagem, direitos humanos, saúde, tecnologia, carros, games, questões LGBTs, movimento negro, entre outros tantos assuntos.
Foto: Tech Tudo / Reprodução.

Esse texto é mais um chamamento para que prestemos mais atenção no YouTube e em toda essa revolução que ele está proporcionando. O YouTube conseguiu fazer uma coisa que a TV aberta não conseguiu e a TV Paga está acordando agora: que é dar mais diversidade ao conteúdo, de mostrar que existe público para conteúdo diverso e plural, que a diversidade é importante para criar identificação com que assiste e com que produz.

Não estamos mais naquela época de passividade do conteúdo audiovisual em que produtores e público não conversam. A internet mostrou que esse debate é importante e que os algoritmos dos buscadores são muito mais relevantes para entender o gosto do público do que os números de audiência do Ibope na televisão.

Há quase duas semanas não se debateu tanto sobre depressão e suicídio entre jovens, principalmente por causa de uma série da Netflix, player de audiovisual que está na internet e não na Televisão convencional. Quem é da geração dos 30 anos ou mais precisa prestar mais atenção nesses novos players de audiovisual e entender, sobretudo, que a linguagem mudou ou está mudando a passos bem largos.

Hoje em dia, YouTube, Facebook, Instagram e Twitter fazem transmissão ao vivo em vídeo, não só mais a Televisão convencional. Talvez seja esse o próximo passo da produção de conteúdo audiovisual na internet: investir em transmissões ao vivo dos mais variados assuntos e temas. E, será que o Jornalismo já se apropriou desta ferramenta ou está preparado para lidar com mais essa mudança de perspectiva? É uma questão a se pensar. 🤔💻👊❣




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Jornalista

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1 comentários

  1. Oi Wander, adorei o artigo. Creio que as tv´s estão sem mexendo para se atualizar a essa realidade. Tanto é que estão criando aplicativos para exibir suas transmissões gravadas e agora até ao vivo começando por jogos de futebol. Quem ganha com isso é o usuário né? Falta só termos uma internet mais barata e rápida e baterias de celular que durem mais tempo. Um abraço!

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