Minas Gerais realiza a 4ª Edição dos Jogos dos Povos Indígenas

junho 29, 2016



Entre os dias 30 de junho e 03 de julho, a reserva indígena Maxakali Aldeia Verde, localizada no município de Ladainha, no Vale do Mucuri, receberá a 4ª Edição dos Jogos dos Povos Indígenas de Minas Gerais.

O evento é aberto ao público e viabilizado pela parceria das secretarias de Estado de Esportes (SEESP), de Educação (SEE), de Trabalho e Desenvolvimento Social (Sedese) e de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania (Sedpac) com a Prefeitura de Ladainha. A solenidade abertura do evento está prevista para o dia 1º de julho, das 8h às 12h, com apresentações culturais e pronunciamento de autoridades.

Participam dos Jogos Indígenas cerca de 600 indígenas a partir dos 15 anos de idade. Estarão em disputa as modalidades Derruba o Toco, Arco e Flecha, Cabo de Guerra, Zarabatana, Corrida do Maracá, Bodok, Arremesso de Lança e Futebol. Os três primeiros colocados em cada modalidade receberão troféus tradicionais, produzidos pelos próprios indígenas. Durante os Jogos, será realizada feira de artesanato indígena, exposição fotográfica e outras atividades culturais.

O convênio entre os entes prevê o repasse de R$ 304.525,80 mil por parte da SEESP e SEE e uma contrapartida de R$ 5.988,40 por parte da Prefeitura de Ladainha para a realização da competição e reforma de um casarão situado dentro da Aldeia, tal legado tem a finalidade de melhor atender a comunidade em suas atividades. A Sedpac e a Sedese atuam na articulação para a organização do evento.

Para o secretário de Estado de Esportes, Carlos Henrique Alves da Silva, o apoio à competição possui interesse público relevante, pois democratiza a prática esportiva e valoriza a identidade cultural dos povos indígenas de Minas Gerais.

“Mais do que a prática esportiva, os jogos marcam a celebração de culturas e a valorização dos povos indígenas. Logo, buscaremos contemplar, cada vez mais, o esporte e as modalidades peculiares de cada comunidade em nossas ações, para atender da melhor forma toda a população mineira, sem distinções”, afirmou.

Esta será a quarta edição dos jogos. A primeira foi recebida pelo Povo Xacriabá, em São João das Missões, em 2012. A segunda edição aconteceu na Aldeia Guarani Pataxó, em Carmésia, e a terceira, foi recebida pelos Krenak de Resplendor, em 2013 e 2014, respectivamente.

O secretário de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania, Nilmário Miranda, ressalta a importância do evento para a valorização e o protagonismo da cultura indígena. “Nos jogos indígenas não prevalece a competição, o ‘vencer ou vencer’. É jogar pelo prazer de jogar. Os objetivos são a arte do encontro, da participação, a busca da autoestima e a luta permanente para sair da invisibilidade”, afirma.

A competição

Os Jogos dos Povos Indígenas do Estado de Minas Gerais têm como objetivo promover o esporte socioeducacional nas aldeias indígenas mineiras como instrumento de fortalecimento da identidade das culturas tradicionais, estimulando valores originais e intercâmbio entre as etnias para a promoção da cidadania indígena.

A realização dos jogos constitui uma significativa oportunidade de valorização e fortalecimento da identidade das etnias indígenas residentes em Minas, uma vez que promove o encontro e articulação entre as mais diversas comunidades.

Várias localidades no Brasil promovem jogos regionais indígenas. Desde 1996 são realizados os Jogos Brasileiros que estão em sua 13ª edição. Já em 2015, foi realizada a primeira edição dos Jogos Mundiais Indígenas em Palmas, Tocantins. Indígenas de 22 países e 24 etnias brasileiras participaram do evento.

Modalidades disputadas

1.  Derruba o Toco (equipes de 3 guerreiros): É montado um círculo com diâmetro de 3 metros, onde todos os guerreiros lutarão. Não é permito o uso de violência, e o guerreiro que utilizar golpes distintos do “agarramento” será desclassificado. O campeão será aquele que conseguir forçar o seu adversário à derrubar o toco. A Equipe vencedora será a que conseguir somar o maior número de vitórias.

2. Arco e Flecha (3 guerreiros): É montado um alvo com distância de 30 metros do guerreiro. O competidor que acertar o alvo mais vezes em três chances será o campeão. Na modalidade feminina a distância será de 15 metros.

3. Cabo de Guerra (equipes de 10 guerreiros): Uma equipe de cada lado puxa uma corda, buscando arrastar a equipe adversária até seu campo. A Equipe conseguir arrastar o adversário para o seu campo será o vencedor da prova.

4. Zarabatana (3 guerreiros): De posse da Zarabatana, os guerreiros masculinos tentarão acertar o alvo na distância de 15 metros e as guerreiras femininas tentarão acertar o alvo na distância de 07 metros.

5. Corrida do Maracá (equipes com no mínimo 10 guerreiros): A corrida com maracá é composta por no mínimo 10 atletas onde cada um percorre uma distância de 100 metros, sendo 50 metros de volta, ao retornar o guerreiro irá passar o maracá para seu companheiro de equipe que fará o mesmo percurso. Ganha a equipe que completar em menos tempo. Para as mulheres a corrida será de 50 metros, sendo 25 metros de ida e 25 metros de volta. Lembrando que não é permitido que o Maracá caia.

6. Bodok (3 guerreiros): Os guerreiros terão que acertar o alvo numa distância de 15 metros. São três chances de acerto. Aquele que acertar será o campeão, caso haja vários acertos os mesmos continuarão a jogar até que um apenas acerte o alvo.

7.  Arremesso de Lança (3 guerreiros): Aquele que arremessar a lança em maior distância será o vencedor da prova.

8.  Futebol: As regras do futebol serão as mesmas aplicadas no futebol convencional.




Gostou do Café com Notícias? Então, siga-me no Twitter, curta a Fan Page no Facebook, siga a company page no LinkedIn, circule o blog no Google Plus e assine a newsletter.







Jornalista

MAIS CAFÉ, POR FAVOR!

0 comentários