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| O jornalista Wander Veroni, autor do blog Café com Notícias, entrevista Rafael Infante, um dos protagonistas do filme "Se eu fosse você 3", durante a pré-estreia. Crédito: Fábio Ortolan / Reprodução. |
Se a vida a dois já exige jogo de cintura, imagine quando o casal troca de corpo? Em “Se Eu Fosse Você 3”, Rafael Infante vive Aquiles, marido de Bia, interpretada por Cleo Pires. O ator entra nessa franquia de sucesso para dar vida aos conflitos de uma nova geração. O personagem ama a companheira, mas descobre que nem todo problema do casamento se resolve com uma declaração de amor. Às vezes, é preciso mudar de perspectiva. Nesse caso, literalmente.
Foi para conversar sobre essa experiência que o Café com Notícias entrevistou o ator e humorista na pré-estreia do filme, no Cineart, do Shopping Cidade, em Belo Horizonte (MG). A convite da Disney e do Shopping Cidade, o blog assistiu à produção em primeira mão e entrevistou Rafael Infante sobre os bastidores, a construção de Aquiles e a parceria com Tony Ramos e Glória Pires. “É um presente enorme!”, resume.
Esse entusiasmo acompanha uma trajetória que passa por diferentes formas de fazer rir e contar histórias. Carioca, Rafael Infante ficou conhecido pelos esquetes do Porta dos Fundos e construiu um currículo que reúne internet, cinema, televisão e teatro. Entre seus trabalhos estão o filme “Divã a 2”, a novela “Bom Sucesso” e o espetáculo “Infantaria”, escrito com Tatiana Novais. Agora, essa experiência ganha um novo capítulo numa trama que o público brasileiro conhece bem.
Sob a direção de Anita Barbosa, “Se Eu Fosse Você 3” combina o reencontro com Cláudio e Helena, vividos por Tony Ramos e Glória Pires, com os dilemas de Bia e Aquiles. A premissa conhecida carrega o risco da repetição, mas a mudança de geração abre espaço para renovar a conversa sobre casamento. O interesse dessa proposta está em aproximar o absurdo da troca de corpos de uma questão bastante real: como dividir a vida sem deixar de ser quem se é? É quando o humor encontra esse desconforto que a história tem mais a oferecer do que nostalgia.
E é, justamente, essa relação entre afeto, convivência e individualidade que aparece no bate-papo. Rafael Infante fala da liberdade que encontrou para experimentar nas cenas, da construção coletiva com a diretora e do aprendizado de trabalhar com artistas que admira. Também reflete sobre a generosidade necessária para reconhecer os medos do outro e ajudá-lo a brilhar, sem anular ninguém dentro da relação amorosa. A seguir, confira a entrevista completa!
1. Rafael, você entrou em um filme que já é uma franquia de muito sucesso. Como é para você viver essa experiência?
É um presente enorme! Todo ator, toda atriz sonha em trabalhar em um excelente projeto como esse. É um filme que está na memória afetiva do brasileiro e a gente conseguiu trazer uma leitura bastante contemporânea da história. Só tenho memórias boas de bastidores e trabalhar com mestres da atuação, como Tony Ramos, Glória Pires, Rosi Campos, entre tantos atores que admiro tanto. Tem muito afeto esse filme. E eu espero que o público consiga perceber isso na tela.
2. E o que a gente pode esperar do seu personagem, o Aquiles? Ah, e como foi os bastidores do filme e a construção desse personagem? O que você pode adiantar para gente?
O Aquiles é um cara do bem, que está em um relacionamento com a Bia há muito tempo e que gosta de gente, de interação. É um personagem muito solar e que ama muito a Bia, a personagem da Cleo Pires. Mas, assim como muitos casais, vão passar por uma crise. Posso falar só isso. Você vão ter que descobrir assistindo o filme. Mas, sobre a construção, a diretora deu muito espaço para que a gente pudesse criar junto, para deixar que as emoções dos personagens aflorassem de forma espontânea. E isso é muito rico para o ator. É claro, a gente teve preparação, vem com o texto decorado, mas saber que existe espaço para uma construção coletiva é muito gratificante.
3. Relacionamento não é uma tarefa fácil! Ainda mais se colocar no lugar do outro. Você acha que o filme pode ajudar os casais nessa discussão de ter mais empatia com o outro, sem abrir mão da sua individualidade?
Com toda certeza! Todo casal passa por isso: o que é meu, o que é nosso dentro da relação. O filme aborda essa discussão com muita leveza e traz para a roda o quanto é importante a gente ter esse exercício diário de generosidade e empatia com o outro e com a gente mesmo. Se colocar no lugar do outro exige você parar para pensar sobre os medos e a insegurança do outro. E, ao mesmo tempo, quais atitudes eu posso ter para ajudar o outro a brilhar, por exemplo. E, daí vem outro desafio: como não anular o outro dentro da relação? Cada casal tem a sua resposta, mas tudo passa pela empatia, pelo afeto, pelo cuidado com o outro. O Aquiles e a Bia passam por essa jornada. E acredito que vão ajudar muitos casais que estão passando pela mesma coisa.
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Jornalista




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