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#FicaADica: Startup ajuda passageiros que tiveram voos atrasados, cancelados ou perda de bagagem

A Startup "NãoVoei.com" ajuda passageiros que tiveram voos atrasados, cancelados ou perda de bagagem, além de prestar consultoria online para que eles possam ter seus danos reparados por meio de acordo ou de medidas judiciais cabíveis.

Foto: Pixabay / Reprodução. 

Voos são adiados ou cancelados a todo o momento nos principais aeroportos do Brasil, porém poucos passageiros sabem que a partir de 1 hora de atraso já é possível reivindicar assistência das companhias aéreas. Além disso, os que vão atrás de seus direitos, geralmente, enfrentam grande burocracia e falta de interesse das companhias aéreas para resolução do problema. 

Pensando nisso, foi lançada em junho a NãoVoei.com, startup que busca reparações de danos a passageiros que passaram por situações de voo atrasado ou cancelado, bagagem extraviada ou overbooking nos últimos três anos.

Funciona assim: os passageiros relatam seu caso no site, por chat online ou telefone. O especialista em reparação de danos, então, coleta detalhes do ocorrido e valida se é passível ou não de indenização. Em seguida, ele reúne a documentação necessária para buscar uma solução amigável junto à companhia aérea. 

Se não for possível um acordo, o caso é transferido à rede de prestadores de serviços jurídicos da empresa para adoção das medidas judiciais cabíveis. 

Geralmente, cada caso demora de três a quatro meses para se resolver e o valor das indenizações, em média, fica entre R$ 2 mil e R$ 8 mil a título de danos morais, além do ressarcimento de eventuais danos materiais que o passageiro tenha arcado (alimentação, hospedagem, transporte, etc).

Segundo análise dos últimos dados divulgados pela Anac, do mês de março, 8% dos voos atrasam pelo menos 30 minutos. 
Alexandre Monteiro ao lado do sócio. Eles fundaram a startup "NãoVoei.com". Foto: Divulgação. 

“Quem usa bastante o transporte aéreo sabe que os atrasos são comuns, porém, muitos deixam de correr atrás de seus direitos ou não estão preparados para resolver o problema sozinhos. Nosso objetivo é agilizar o atendimento, promovendo o contato direto com profissionais qualificados. Em última instância, estamos contribuindo também para a melhoria da prestação de serviços das empresas aéreas”, conta Alexandre Monteiro, sócio-fundador da NaoVoei.com.

A startup só cobra se houver alguma reparação de danos – neste caso, fica com uma taxa de 30% do valor efetivamente recebido pelo passageiro. A ideia partiu da experiência de um dos sócios, que teve prejuízos profissionais quando seu voo de Curitiba a São Paulo sofreu atraso de cinco horas. “Ele perdeu reuniões e outros compromissos que poderiam render novos clientes”, relata Monteiro. 

Em seu primeiro mês, a NaoVoei.com prevê faturamento de R$ 30 mil e, até o final de 2017, a meta é chegar aos R$ 300 mil, somando R$ 1 milhão em indenizações.




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Jornalista

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