Sangue Bom é um novelão até nos bastidores

agosto 29, 2013



Abusando da metalinguagem na TV e com o humor cada dia mais afiado, a novela das sete, Sangue Bom, da Rede Globo, tem mostrado que é um novelão até nos bastidores. Esta semana, o folhetim chamou a atenção pelo fato de um diretor ser afastado da novela por agressão e outro por ter sido acusado de assédio sexual.

O primeiro caso é do diretor Carlos Araújo, conforme foi publicado no site da Revista Veja. Araújo teria sido afastado do folhetim após ter sido acusado de agredir a assistente de direção da trama, Joana Antonaccio Rodrigues, tanto de forma física, quanto na verbal.

Já o outro é tão grave quanto. Um diretor que não teve o nome revelado teria assediado sexualmente o ator Josefá Filho, que faz o Filipinho, conforme publicado no site A Capa. Josefá possui um relacionamento estável com Vincent Villari – autor que escreve Sangue Bom ao lado de Maria Adelaide Amaral.

Segundo consta, o diretor teria ficado furioso com a negativa do rapaz, e o teria ameaçado, até o jovem ator ceder. O caso foi parar na direção da Globo e o assunto tem sido tratado com total sigilo. Para evitar um escândalo maior, o personagem Filipinho – que estava em ascensão na novela, vai ser afastado por um mês e voltará na reta final.

O afastamento teria acontecido como uma forma de punição do autor e da direção da TV que não gostaram nada desta história de assédio, muito menos com a forma do caso teria sido conduzido. Oficialmente, a emissora diz que o afastamento se dará pelo fato de Filipinho ir fazer uma viagem ao exterior para se capacitar como ator de musicais.

Coincidentemente, isso se dará logo após Filipinho se assumir homossexual e engatar um relacionamento com outro personagem, o Peixinho. Uma pena que escândalos como esse acontecerem e interferir de forma tão direta na história da novela. A vida real imita a arte, e vice-versa.

Criatividade

Apesar dos problemas nos bastidores, Sangue Bom chama a atenção do telespectador mais atento pela criatividade no texto e do talento do seu elenco. Com um início lento e com uma pegada parecida com Malhação, a novela das sete conseguiu criar identidade depois de um tempo e retomar a qualidade das tramas de humor que já se tornaram tradição nesse horário.

A grosso modo, Sangue Bom não traz nenhum evolução em teledramaturgia. Triângulos amorosos, vilões, intrigas, brigas entre irmãs, casais que se separam e outros que se formam, até aí tudo que um bom dramalhão não fica sem ter.

Mas a cereja do bolo de Sangue Bom está no debate provocativo ao mundo das subcelebridades, onde a vida pessoal rende matéria para sites e revistas de fofoca. Há também na trama um programa de TV fofoqueiro e que cobre festas e a vida pessoal de (pseudo) artistas, além de uma safra de mulheres-fruta que rendeu dois hits de funk da Mulher Mangaba.

Sem sombra de dúvida, é de se aplaudir a criatividade dos autores de construir ótimos personagens cômicos como Lucindo, Damaris, Tina e Barbara Ellen, que sempre rendem ótimas cenas para lá de divertidas.

Ah, o que dizer também do casal Érico e Verônica e dos vilões dúbios muito bem construídos por Humberto Carrão e Sophie Charlote, que vivem Fabinho e Amora, respectivamente. Roubam a cena.

Arrisco a dizer, sem cerimônia, que das três novelas que estão no ar atualmente na Rede Globo, Sangue Bom seja a mais ousada e criativa, por saber brincar e provocar o mundo do qual ela faz parte sem rodeios, mas com muita graça e leveza. Plim-plim!






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Jornalista

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3 comentários

  1. Amo assisti essa novela. Estou de cara com esse escândalo envolvendo o ator que faz o Filipinho. Uma pena que ainda exista diretor exigindo teste de sofá....já até imagino quem seja o diretor....rsrsrs

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  2. Antônio Carlos da Silva30 de ago de 2013 18:55:00

    Impressionante que uma coisas dessas aconteça numa emissora como a Globo! E olha que é uma novela das 7. Imagina o que deve acontecer nos bastidores de Amor à Vida com Walcyr Carrasco dando chilique porque mudaram uma vírgula do texto dele....kkkkk. Vaidade e ego definem.

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