#CaféEntrevista: Marcos Maracanã, do Brasil Urgente Minas, responde perguntas dos internautas

setembro 27, 2011



O apresentador do Brasil Urgente Minas, Marcos Maracanã, conversou com EXCLUSIVIDADE com o Café com Notícias. Clique aqui para ver a primeira parte da entrevista. Hoje, nesta segunda parte desse bate-papo, ele responde algumas perguntas enviadas pelos leitores do blog. Acompanhe:


1)  Renato Ribeiro / Profissional de Comunicação e Marketing / Nova Lima

A violência tem que ser combatida pelas nossas autoridades, mas cada cidadão também é co-responsável na luta contra o crime. O senhor acha que existe essa consciência por parte das pessoas? De que maneira cada cidadão pode agir como um agente da lei?

Olha Renato, infelizmente a violência está de forma avassaladora no nosso país. A violência deveria ser combatida, em todos os aspectos, principalmente na conjuntura das nossas leis que possuem uma série de brechas. E por conta dessas brechas é que está acontecendo esse desacreditar das leis. O que as pessoas podem e devem fazer? É continuar se protegendo e lutar pelos seus direitos. Acaba que a gente fica se cercando, colocando cerca elétrica nos muros, num processo de não facilitar a ação do marginal, de forma ativa e preventiva para se proteger da criminalidade, tomando uma série de precauções como não estacionar em lugar muito afastado e escuro; não se deixar ser observado quando está saindo e entrando de um local, ou seja, são cuidados básicos que, infelizmente, esse mundo capitalista nos exige.

2) Cláudia Martins / Cerrado Eventos / Sidney do Cerrado

Bom dia...somos amigos pessoais do Marcos Maracanã e admiramos sua história de vida e sua luta pra chegar onde está, uma cara focado e competente no que faz....queria então perguntar : O que ele está sentindo mais falta aí em BH nesta fase de adaptação...?! qual é o grande incentivo pra continuar nesta jornada vencedora?! Aproveitamos pra mandar um abraço grande pra ele, pois merecidamente ele venceu mais uma etapa na vida. Abraços a todos da redação.

Oi Claudia! Que bom ler uma pergunta de gente conhecida e que está nos prestigiando aqui na Band Minas, em Belo Horizonte. Olha, o que estou sentindo mais falta é da minha família. Ela é uma mola propulsora para que a gente possa exercer o nosso trabalho com mais clareza, com mais acolhimento e carinho. Mas eu estou suprindo isso, de certa forma, com os meus colegas do Grupo Bandeirantes que tem me recebido de uma forma tão amistosa. Me surpreendeu o carinho! Já trabalhei em muitas emissoras e nunca vi um ambiente tão bacana de se trabalhar, e isso é raro e me acalentou um pouco. Eu tive o prazer de ter pessoas na minha equipe em que eu me associei muito, me familiarizei de forma muito tranqüila. É óbvio que a gente sente falta da casa, da família, e estar longe deles nesse momento tão especial da minha carreira me “entristece” entre aspas. Mas é lógico que estou feliz com esse momento único, de trabalhar na capital mineira, e poder mostrar para as pessoas que a Bandeirantes é uma marca de credibilidade no Jornalismo e o grupo que resgatar isso em Minas...e é esse desafio que me empolga. Mas ano que vem a minha família vem para cá, estou pensando em montar uma residência aqui. Claro, propor a mudança para todos da família não vai ser fácil eu nem quis fazer isso com eles agora, ainda mais no final do ano, por conta da escola, dos amigos e das nossas raízes. Mas mudança faz parte da vida, não é mesmo!

3) Luciana Silveira / auxiliar administrativo / Belo Horizonte

Os programas policiais geralmente tem a mesma proposta e um prazo de vida relativamente curto. Qual é o diferencial do programa em relação aos outros? Você teme comparação com o Mauro Tramonte, da Record Minas?

Oi Luciana! A sua pergunta é muito boa por sinal e vai nos servir para tirar o estigma dos programas policiais. O Brasil Urgente Minas não é apenas um programa policial, é uma revista eletrônica, um programa que cabe de tudo. Eu, como apresentador exerço um lado mais leve, mais também pego pesado na crítica quando se faz necessário. A nossa proposta é entrar na casa do telespectador de uma maneira respeitosa. Então, não é um programa policial. As pessoas tem essa mania de fixar programa policial de uma forma pejorativa. Nós até temos no mercado outros programas policiais que focam só na questão do sangue, da tragédia, mas aqui no Brasil Urgente Minas nós não temos só isso. Nós vamos galgar audiência de uma maneira diferente. No que diz respeito a comparação com o meu companheiro Mauro Tramonte – que foi meu companheiro de Televisão, de Balanço Geral, de maneira alguma é preciso ter comparação. Cada um tem a sua maneira de trabalhar dentro da sua especificação. O Mauro é um cara que também chegou aqui da mesma maneira que eu cheguei e foi conquistando o seu espaço....e existe mercado para todos, o sol nasceu para todos. Que bom que façam comparações, porque daí vão lembrar dele e vão lembrar de mim também...(risos).

4)  Bruno Marcondes Viana / estudante de publicidade / Contagem

Como foi o convite para apresentar a versão mineira do Brasil Urgente? Porque a Band Minas fez uma divulgação tão pequena? Eu mesmo só descobri o programa quando estava trocando de canal à tarde....acho que se tivesse mais divulgação e um trabalho para fazer com que o público da Grande BH soubesse da sua história o programa bombaria muito mais. No mais, desejo sucesso a toda equipe. O programa fala a linguagem do povo sem esculachar. Abraço a todos.

Essa é a proposta. O Bruno entendeu muito bem a proposta do Brasil Urgente Minas. Obrigado pelo carinho, Bruno! É isso mesmo: a nossa proposta é fazer um programa sem esculachar as pessoas e respeitar o telespectador. Pode até ter um momento em que eu vá me exceder, por isso eu peço ao telespectador, ao internauta, que interaja comigo, com a produção do programa. Estou aqui para isso, para ser criticado, para ser elogiado, e aceitar todas as críticas construtivas – respeitando o meu trabalho e aminha pessoa, para fazer um programa cada dia melhor para quem está nos assistindo aí em casa. Sou um operário da comunicação. Quanto a divulgação Bruno, você tem toda razão: ela está sendo feita de forma gradativa. Eu também achei que foi muito pouca a divulgação, e ela está sendo feita aos poucos, seja em jornal, seja algumas emissoras de rádio. Também estou dando entrevista para alguns veículos de BH, como aqui no Café com Notícias, que está me entrevistando em primeira mão. A partir dessa semana vai ter outdoor, busdoor, publicidade nos pontos de ônibus, e a própria emissora está preparando chamadas que vão entrar dentro da programação. Mas isso tudo está sendo feito aos poucos. Estamos na primeira semana de programa, ainda tem muito o que ser feito e ser melhorado. O mais gostoso é que começamos do zero, literalmente, e estamos conseguindo bons resultados. Quero deixar aqui um recado para o Bruno: não importa se estamos em primeiro, segundo, terceiro, quarto ou qualquer outra posição no Ibope, vamos continuar fazendo um programa que respeite o público de maneira saudável.

5) Fernando Carvalho dos Santos / estudante de jornalismo / Belo Horizonte

Pergunta para o Maracanã se ele ficou assustado de comandar um programa que fala de assuntos do cotidiano de BH? Por ele ser de outra cidade, ele está sentindo dificuldade de conhecer as particularidades da capital mineira?

Não, não, Fernando. De forma alguma. Inclusive eu até pensei que ficaria nervoso na estreia e me surpreendi, foi muito tranqüilo. Quando a gente está cercado de bons profissionais, de gente competente, a gente fica muito mais tranqüilo, sabe. Eu espero que essa tranquilidade me dê embasamento para fazer um programa a cada dia. Ao contrário do que as pessoas pensem desse tipo de programa, a gente não faz nada de forma intempestiva, tudo é estudado antes, e existe um trabalho árduo de produção e edição final. Cada profissional aqui tem a sua função, a sua responsabilidade.As pessoas me diziam aqui Band: você passou pela estreia sem ficar nervoso, vai tirar [os outros programas] de letra. Nem tanto. Cada dia é um novo começo.

6) Simone Campos / lojista / Betim

Gostei do programa do Maracanã desde o primeiro dia, acho ele muito divertido e engraçado. Por isso, parabenizo o blog Café com Notícias por nos dar a oportunidade de fazer perguntas e conhecer um pouco mais desse apresentador. A minha pergunta é o seguinte: ano que vem teremos eleições municipais. Será que ele tem coragem de fazer uma matéria apontando os pontos fortes e fracos das cidades da Grande BH? Seria uma boa para ajudar o povo a escolher melhor os seus candidatos.

Oi Simone! Você está antenada mesmo com o programa, que legal. Quando mudei para cá montei um projeto pensando sim nas eleições municipais de 2012, com uma quadro dentro do programa que vai apontar quais foram as obras que foram cumpridas e quais ficaram na promessa. A nossa idéia desse quadro é também respeitar o político que cumpriu e que fez valer o voto em que nele foi depositado. Já aquele que usar a maquina pública para benefício próprio vai ganhar cacetada aqui....(risos). As obras que foram cumpridas a gente vai levar o político lá junto a comunidade e vai dar um carimbo do Brasil Urgente, atestando que aquilo não foi apenas uma promessa para ganhar voto. Simone, então a minha resposta é sim: nós vamos fazer esse tipo de matéria. Continue nos assistindo e não deixe de participar!






Fotos: Júnia Garrido / Band Divulgação.







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2 comentários

  1. Bruno Marcondes Viana27 de set de 2011 09:54:00

    Muito legal ler que a minha pergunta entrou na roda de perguntas da entrevista...hehehe. Sou fã do programa do Maracanã. A ideia da entrevista é muito boa. Parabéns a todos.

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  2. Sou fã do trabalho do Maracnã...ele é muito bom apresentador....fico feliz de poder saber um pouco mais da história dele. Parabéns pela entrevista.

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