
A emoção ainda fala mais alto do que qualquer outra coisa. Não se trata de uma tentativa de querer apagar ou enaltecer. É muito, mas muito além disso. Talvez, apenas quem está livre de qualquer preconceito consiga entender para poder aplaudir e reverenciar. Nesta última terça-feira (07/07), por volta de 14h30 - horário de Brasília, o mundo parou em frente a TV.
Houve quem disse que fizeram um circo. Outros, uma homenagem. Mas, qual é o artista que não quer ser lembrado pelo seu legado no palco? Em Los Angeles, no estádio Staples Center, o mundo parou para prestar a última homenagem ao rei do pop, o cantor Michael Jackson - que faleceu há um pouco mais de duas semanas, numa tarde de quinta-feira (25/06). Clique aqui para ler o artigo: Michael Jackson - ídolo ou mito?.
Houve quem disse que fizeram um circo. Outros, uma homenagem. Mas, qual é o artista que não quer ser lembrado pelo seu legado no palco? Em Los Angeles, no estádio Staples Center, o mundo parou para prestar a última homenagem ao rei do pop, o cantor Michael Jackson - que faleceu há um pouco mais de duas semanas, numa tarde de quinta-feira (25/06). Clique aqui para ler o artigo: Michael Jackson - ídolo ou mito?.
Várias emissoras transmitiram o Tributo, ao vivo, praticamente para todo o planeta, em tempo real. Sofremos uma verdadeira catequese de Michael Jackson. Mas, se olharmos por um lado bom, só assim esta geração - que não só eu, mas muitos outros que possuem os seus vinte e poucos anos fazem parte, puderam ver o quão magnífica foi a vida desse artista que fez sucesso dos seis aos cinquenta anos de idade.

Só assim percebemos o quanto Michael Jackson foi um artista ímpar e que unificou a música black com o pop e o rock. Que na década de 1990 levou o axé dos tambores do Olodum, da Bahia, do Brasil para o mundo. Michael se permitiu experimentar. Bebeu de várias fontes musicais e fez um som único. Além disso, se pararmos para pensar, foi um artista que deu imagem audiovisual a indústria fonográfica com vídeos clips pra lá de especiais com um toque de cinema, dança e musicalidade.
Lembro-me, quando garoto, ficava acordado até altas horas da noite para esperar a estréia dos clips de Michael Jackson no Fantástico, da TV Globo, para ver os clips de "Black or Withe" e "They Don't get about us", por exemplo. No período do Natal, por volta da década de 1990, sempre passava o filme "Moonwalker" (1988) e o clip "Ghost" (aquele de mais de trinta de minutos), no SBT.
Naquela época, para mim, não havia nada melhor do que poder ver o rei do pop em ação. Não cheguei ver a fase negra do jovem Michael no "The Jackson Five" ou ainda alçando voo solo em "Off the Wall" (1979) e "Thriller" (1982).
Vi depois, já na fase branca, na década de 1990. Eternizei na mente, assim como milhares de brasileiros, a música "Don´t Stop Until You Get Enough", como vinheta do Vídeo Show, da TV Globo. Acompanhei as polêmicas, as excentricidades pelos noticiários, os filmes biográficos e os documentários sobre a carreira do artista.
Michael viveu em um mundo mágico. Cresceu sem saber o que é ter uma vida "normal". E por falar em mágica, fazendo uma alusão rápida ao filme "O Grande Truque" (2006), que fala sobre o mundo dos mágicos, um dos personagens que é o protagonista da história, fala que o segredo de um grande artista é viver o seu personagem 24 horas por dia.
A ilusão está em fazer com que as pessoas acreditem que a artista e o personagem são a mesma pessoa. Então, fomos iludidos? Compramos essa história do homem que não se aceita do jeito que é e que foi negro, mas morreu branco. Será? Pode soar pretensão, mas Michael Jackson foi o artista que mais valorizou a música negra no mundo e ajudou a abrir portas para a entrada de afro-descendentes no show biz de forma que nunca se viu igual.
Naquela época, para mim, não havia nada melhor do que poder ver o rei do pop em ação. Não cheguei ver a fase negra do jovem Michael no "The Jackson Five" ou ainda alçando voo solo em "Off the Wall" (1979) e "Thriller" (1982).
Vi depois, já na fase branca, na década de 1990. Eternizei na mente, assim como milhares de brasileiros, a música "Don´t Stop Until You Get Enough", como vinheta do Vídeo Show, da TV Globo. Acompanhei as polêmicas, as excentricidades pelos noticiários, os filmes biográficos e os documentários sobre a carreira do artista.
Michael viveu em um mundo mágico. Cresceu sem saber o que é ter uma vida "normal". E por falar em mágica, fazendo uma alusão rápida ao filme "O Grande Truque" (2006), que fala sobre o mundo dos mágicos, um dos personagens que é o protagonista da história, fala que o segredo de um grande artista é viver o seu personagem 24 horas por dia.
A ilusão está em fazer com que as pessoas acreditem que a artista e o personagem são a mesma pessoa. Então, fomos iludidos? Compramos essa história do homem que não se aceita do jeito que é e que foi negro, mas morreu branco. Será? Pode soar pretensão, mas Michael Jackson foi o artista que mais valorizou a música negra no mundo e ajudou a abrir portas para a entrada de afro-descendentes no show biz de forma que nunca se viu igual.

Era excêntrico, mas também filantropo. Foi condenado a ser adulto quando era criança. Quando ficou adulto se permitiu ser criança. Criou um mundo. Se transformou em um personagem que fez música como ninguém. Se reinventou durante três décadas consecutivas.
Ia voltar aos poucos com um show sensacional para fazer a sua despedida oficial. Michael, que pena você não estar vivo para saber o quanto é amado! Esse show tributo lavaria a sua alma e lhe daria energia suficiente para arrasar nesses próximos 50 shows. Mas, valeu! Ele fez história. É pretensão descrever com qualquer adjetivo o que foi o show tributo de adeus à Michal Jackson. A emoção ainda fala alto!
Ia voltar aos poucos com um show sensacional para fazer a sua despedida oficial. Michael, que pena você não estar vivo para saber o quanto é amado! Esse show tributo lavaria a sua alma e lhe daria energia suficiente para arrasar nesses próximos 50 shows. Mas, valeu! Ele fez história. É pretensão descrever com qualquer adjetivo o que foi o show tributo de adeus à Michal Jackson. A emoção ainda fala alto!
Respeitemos a dor da família que não perdeu o artista, mas um pai, um filho e um irmão. Respeitemos os fãs que, em quase quinze dias, mostraram para o mundo o quão querido Michael ainda é. O que se viu neste show de homenagem foi uma reverência a grandiosidade de um artista e um adeus aos fãs no palco. Palco este que o consagrou e que foi feita a despedida.
Creio que todo artista deveria ter esse tipo de homenagem ainda em vida, pois a sua obra merece ser sempre aplaudida. Michael Jackson merece muitas palmas! É eterno, pois sua música ainda vive. E viverá para sempre.
Creio que todo artista deveria ter esse tipo de homenagem ainda em vida, pois a sua obra merece ser sempre aplaudida. Michael Jackson merece muitas palmas! É eterno, pois sua música ainda vive. E viverá para sempre.
:: Acompanhe algumas fotos do Tributo à Michael Jackson:








» Créditos das Fotos: Mark J. Terrill; Monica Almeida e Carlos Osorio.
» Clique aqui para ver mais foto do Tributo à Michal Jackson, feito em Los Angeles (EUA), no estádio Staples Center.
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Wander Veroni
Jornalista