A Polícia Federal (PF) prendeu, na manhã desta quarta-feira (09/04), 44 pessoas suspeitas de envolvimento num esquema de fornecimento irregular de recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Dentre as prisões, há presença de 12 prefeitos mineiros e um juiz federal. De acordo com a PF, foram cumpridos cem mandados de busca e apreensão e 50 mandados de prisão em Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal. Os envolvidos podem pegar até 20 anos de prisão.Após 8 meses de investigação, a Operação Pasárgada da PFapreendeu prefeitos das cidades de Almenara (MG), Cachoeira da Prata (MG), Conselheiro Lafaiete (MG), Timóteo (MG), Divinópolis (MG), Ervalha (MG), Juiz de Fora (MG), Minas Nova (MG), Salto da Divisa (MG), Medina (MG), Rubim (MG), Sobradinho (BA), Itabela (BA). O nome da cidade do 14º prefeito preso ainda não foi divulgado.
Foram presos também um juiz federal, nove advogados, quatro procuradores municipais, quatro funcionários do Judiciário, um gerente da Caixa Econômica Federal e um lobista. A Polícia informou que o nome dos presos não será divulgado por determinação da Justiça. Cerca de 500 policiais federais participaram da operação tanto em Minas Gerais, quanto no Distrito Federal. O prejuízo aos cofres públicos pode ultrapassar R$ 200 milhões.As investigações da PF apontam que os prefeitos contratavam, sem licitação, um escritório de advocacia, que oferecia vantagens a juízes e servidores da Justiça para obter decisões favoráveis e, depois, dividia seus honorários com os prefeitos que o contratava. Os investigados responderão por formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, tráfico de influência, advocacia administrativa, exploração de prestígio, fraude a licitação, quebra de sigilo de dados e lavagem de dinheiro. A Receita Federal também irá investigar os suspeitos por sonegação fiscal.
Essa semana eu volto com mais Café com Notícias.
Jornalista
