
Uns amam, outros odeiam. Não existe um meio termo. Geralmente, quem não gosta do reality show passa mal só de ouvir algum comentário. Já quem assiste, é fã do jogo da convivência e da realidade (artificial) proposta pelo Big Brother Brasil. Diferente das versões de outros países, a TV Globo prioriza o formato novela dentro da atração, no qual a convivência e as várias disputas chamam atenção do telespectador ao longo do programa - o que é uma estratégia interessante de fidelizar a audiência. Acompanhe abaixo algumas impressões e curiosiddes sobre o BBB 9:
Criatividade

Geralmente, as edições ímpares do Big Brother são as melhores. O BBB 5 (da Grazi e do Jean Willys) e o BBB 7 (do Diego Alemão e da Siri) não me deixam mentir. O BBB 9 surpreendeu em todos os sentidos. Recorde de faturamento comercial - em torno de R$ 110 milhões, e todos os intervalos comerciais e cotas de merchandising vendidos. Outro ponto forte desta edição foi a criatividade da equipe de produção, roteiro e edição para criar situações de conflito entre os participantes, como por exemplo: o muro que os dividiu em lado A e B; a casa de vidro; o Big Fone e o temido quarto branco. Pedro Bial, Boninho e equipe se superaram. Mérito com louvor!
Elenco

A escolha dos participantes foi deciva para que a curiosidade em torno do formato do programa não despencasse ainda mais. Era nítido que dos 18 participantes a maioria estava interessada em chegar à final, e não só viver de aparências. Claro, houve alguns participantes que não convenceram por não transmitir simpatia ou sinceridade, mas nem por isso deixaram de lutar até o final para se manter dentro da disputa. Esse ano, ao que parece, a escolha do elenco melhorou muito - o que é um bom sinal para dar fôlego ao BBB.
Público
Todas as armas de jogo condenadas nas outras edições, como a combinação de votos e a perseguição a um determinado participante foram apoiadas pelo público. Os telespectadores compraram várias histórias e se identificou com muitos conflitos apresentados, como: a entrada de um casal de idosos no programa; a carinhosa relação entre a vovó Naiá e a netinha Ana; a formação de vários casais que protoganizaram cenas calientes; a casa de vidro dentro do shopping (e no quintal do BBB) e o temido quarto branco - que foi alvo de inúmeras polêmicas. O BBB 9 foi a edição mais interativa de todas no qual o público participou efetivamente de muitas decisões - o que prova a vontade de inovar da produção.
Gostosa, porém inteligente!

Ela é exuberante. Foi apelidade no início da atração como a "Mulher Pomar", por reunir uma beleza física de tirar o chapéu. A jornalista Priscila Pires, de 26 anos, no decorrer da atração provou que uma mulher pode ser gostosa e inteligente. Com uma história de vida bastante dramática - por perder os pais muito cedo e ter que cuidar dos irmãos, Priscila foi conquistando todos da casa do Big Brother e foi a jogadora mais diplomática e astuta. Priscila chegou admitir várias vezes que temia ser taxada como a "Gostosona do BBB" e pensou que não duraria uma semana. Mas durou e conquistou o 2º lugar. Mesmo que não ganhe um milhão, provavelmente Priscila irá faturar alto com um ensaio para as revistas masculinas e com a provável carreira artística.
Final Sertaneja

Nada contra os sertanejos. Até gosto de algumas músicas e artistas desse segmento. Mas, Zezé di Camargo e Luciano cantando na final não combinou em nada com a proposta alegre do Big Brother. Tudo bem que o Luciano é fã do programa, mas a direção do programa poderia ter escolhido um artista mais alegre e dançante para estar no palco. Opções não faltam - é só pensar bem! Zezé e Luciano só cantaram o repertório melódico e não empolgou a platéia, muito menos o telespectador. O ideal é que eles tivessem a oportunidade de cantar em uma das festas temáticas que o BBB 9 teve, por exemplo. Seria uma alternativa mais plausível e menos entediante.
Máscara milionária


Querendo ou não, o público não engoliu a vitória do artista plástico Max Porto, de 30 anos. Contrariando todas as prévias e enquetes de sites e blogs especializados na cobertura do Big Brother Brasil, ele venceu a nona edição praticamente no grito. Com atitudes egocentricas e auto-afirmativas, Max se declarou assumidamente um jogador e seguiu a cartilha BBB, digna de quem estudou as edições anteriores para ganhar a disputa - e conseguiu pela força de pensamento. Além disso, ele se auto-intitulou um jogador forte na disputa (o que é questionável, do ponto de vista de carisma) e por muitas vezes dentro da edição foi apontado, ao lado de Milena, o grande vilão da história. Muitos internautas consideram a atitude dele dentro do BBB como falsa e armada. Max, na primeira semana, tentou passar a ideia de um cara extrovertido e alto astral. Logo em seguida, adotou uma postura fria e calculista. Me desculpem os fãs, mas a vitória dele não me convenceu.
Sexo no BBB 9
A amizade de Max e Flávio dentro da casa levantou a suspeita de que os dois seriam homossexuais. Muitos blogs e sites especializados no mundo do entretenimento levantaram essa hipótese que logo foi desmentida pelos próprios participantes. Para contribuir ainda mais com o disse-me-disse, muitos colegas de confinamento afirmavam não levar fé no relacionamento de Max e Francine e acreditarem que a relação seria uma estratégia dele para pemanecer na disputa. Será? Pelo menos deu certo: Max é o mais novo milionário do Brasil. Outra polêmica levantada foi o fato de Milena e Ralf supostamente teriam feito sexo no programa, durante uma estadia do casal no quarto do líder. Ainda, para completar o tema "sexo" vazou na internet fotos de Emanuel completamente pelado durante uma conversa de MSN e um video pornô caseiro de Maíra com o ex-marido dela. Será que foi uma jogada de marketing para se promoverem?
Audiência
A final do programa obteve 41 pontos de audiência e manteve a TV Globo na liderança absoluta. Alguns críticos de televisão teimam em crucificar o programa com a pior audiência de todos os tempos. Infelizmente, é ignorância comparar a audiência da TV Aberta de agora com a de anos anteriores - o contexto é completamente diferente! Se pararmos pra pensar, a TV aberta mudou muito de uns tempos para cá. A Record assumiu a concorrência direta com a Globo e sonha em conquistar o monopólio da emissora carioca - coisa que a oito anos atrás não era nem se quer almejada. O fato é que a TV mudou. Não dá para somar a popularidade de um programa apenas pela audiência. Sucesso significa público comentando, e não apenas números. Gostando ou não, o Big Brother Brasil ,nos seus três meses de duração, é o programa mais discutido nas rodas de conversa, blogosfera e imprensa. Quem não gosta de dar uma espiadinha, hein?
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Essa semana eu volto com mais Café com Notícias.
Jornalista
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