
Dia 02 de outubro de 2009: uma tarde histórica para o Brasil. Ao ligar a televisão se via uma torcida emocionada de políticos em Copenhagen e, do outro lado do mundo, uma festa da população brasileira para sediar a sua primeira Olimpíada.
Entre os países com cidades candidatas - Chicago, Madri e Tóquio, o Brasil era o único que ainda não havia recebido nenhuma Olimpíada. É a primeira vez que um país da América Latina será sede dos Jogos Olimpícos. Logo, os mais pessimistas aparecem para falar que o Brasil é um país pobre e que deveria usar o dinheiro para outras coisas como saúde e educação, por exemplo.
No Twitter, a blogueira @julianasardinha, do Dicas Blogger, disse uma coisa certa: "Não adianta a gente se iludir, pois o dinheiro que será gasto com as olimpíadas não iria mesmo nem pra saúde e nem pra educação". Isso é fato. O que temos a fazer é pensar que o esporte ganha muito com isso e, de quebra, a sociedade pela geração de empregos e movimento da economia local. Ao mesmo tempo, me pergunto: será que não temos direito de ver de perto um acontecimento como esse? Claro que sim. Temos muitas coisas que precisam ser melhoradas e concertadas, mas nem por isso devemos inibir que o Brasil sedie um evento desse porte e que a população tenha acesso a essa festa - que é o mais importante. Se houver boa vontade política e empresarial, acredito que teremos a melhor Olimpíada de todos os tempos, pois o povo brasileiro sabe receber turistas como ninguém.

Qual geração que viu uma Copa do Mundo e uma Olimpíada no Brasil? A nossa. Portanto, temos que nos orgulhar de ter conseguido sediar essas festas. Não sou cego. Repito, Temos vários problemas. No entanto, vamos comemorar essa conquista que não é política, mas sim do povo brasileiro. O país terá um ganho gigantesco de visibilidade interncaional que marcará essa nova década que se inicia.
A vitória da candidatura olímpica da cidade do Rio de Janeiro para 2016, na eleição do COI (Comitê Olímpico Internacional) é um salto importante para uma série de investimentos esportivos que o Brasil precisa e, que até agora, nunca se preocupou em fazer. O esporte agradece e os atletas comemoram! Quem sabe nossos empresários não se animam em patrocinar outras modalidades esportivas e que dê mais dignidade para os nossos atletas que poderão converter essa "ajuda" em medalhas e visibilidade.
Investimento

O projeto Rio 2016 possui o custo de US$ 13,92 bilhões, dos quais 72% correspondem ao orçamento destinado às diversas obras de infraestrutura necessárias, incluindo as reformas do aeroporto e transporte público, principalmente o metrô. É como Joelmir Beting falou ontem no Jornal da Band, "Olimpíada não é gasto, mas sim investimento".
Estamos de olho! O Pan-Americano já teve as suas irregularidades e orçamento estourado. Para a Copa do Mundo e os Jogos Olimpícos, o Brasil não pode fazer feio - e nem deve. A Ministra Dilma já disse, em declarações à imprensa, que o Governo vai ficar mais esperto e fiscalizar de perto - assim esperamos. No mais, vamos aos números do orçamento operacional.
Estamos de olho! O Pan-Americano já teve as suas irregularidades e orçamento estourado. Para a Copa do Mundo e os Jogos Olimpícos, o Brasil não pode fazer feio - e nem deve. A Ministra Dilma já disse, em declarações à imprensa, que o Governo vai ficar mais esperto e fiscalizar de perto - assim esperamos. No mais, vamos aos números do orçamento operacional.
Serão US$ 2,82 bilhões financiado em parte pelo COI (31%), patrocinadores (20%) e a venda de entradas (14,4%) - que equivale a US$ 406 milhões, a menor renda de ingressos entre as quatro cidades candidatas. Pretende-se vender 7,1 milhões de entradas, com um preço previsto de aproximadamente US$ 35 por espetáculo. Sei que muitos vão falar que o preço é salgado, mas estamos falando de um evento internacional e que movimentará restaurantes, hotéis, casas de espetáculos, ou seja, o turismo vai ser a grande vedete dessa festa e, consequentemente, aumentará a oferta de empregos diretos e indiretos. Todos vão sair ganhando com isso, quer queira, quer não.
Já na parte de infra-estrtura, o projeto Rio 2016 gastará US$ 11,1 bilhões, que correspondem a obras de transporte (50%), saneamento (12%), energia (8%), segurança (7%), instalações esportivas (4%), Vila Olímpica (4%), outras vilas (8%) e centro de imprensa (2%), entre outras. Sem contar no investimento que mais me chama atenção: a sociedade ficará com todo complexo esportivo! Isso, sem dúvida, é um investimento a longo prazo para o esporte.
Yes We Créu!

Das redes sociais do momento, o Twitter se supera pela capacidade de mobilização. Quem teve a oportunidade de acompanhar as principais discussões na tarde do dia 02 de outubro, viu uma rede ativa, muito bem humorada e que marca forte presença no site do "passarinho azul".
No Trending Topics - espaço que mostra as palavras mais tuítadas no mundo, duas palavras se destacaram e mostraram a capacidade do brasileiro de mobilização, mesmo que seja pelo humor. Primeiro foi "Janeiro", no qual o Twitter considerou, ao invés de "Rio de Janeiro". Num segundo momento, "Yes We Créu" (paródia da frase utilizada por Obama, "Sim, nós podemos!") figurou como um dos assuntos mais tuítados do planeta.
Muitos usuários de outros países não entenderam a brincadeira, pois a palavra Créu - que veio do funk, não possui uma tradição literal para outras línguas por ser uma gíria oriunda do funk de conotação sexual. Sem contar duas imagens, também retuítadas por vários usuários onde aparece o personagem Mussum na logo do #Rio 2016 e da paródia do anúncio à cidade do Rio com o nome "Ronaldo", em alusão ao bordão do Zina, integrante do Pânico na TV.
Telejornal
No Trending Topics - espaço que mostra as palavras mais tuítadas no mundo, duas palavras se destacaram e mostraram a capacidade do brasileiro de mobilização, mesmo que seja pelo humor. Primeiro foi "Janeiro", no qual o Twitter considerou, ao invés de "Rio de Janeiro". Num segundo momento, "Yes We Créu" (paródia da frase utilizada por Obama, "Sim, nós podemos!") figurou como um dos assuntos mais tuítados do planeta.
Muitos usuários de outros países não entenderam a brincadeira, pois a palavra Créu - que veio do funk, não possui uma tradição literal para outras línguas por ser uma gíria oriunda do funk de conotação sexual. Sem contar duas imagens, também retuítadas por vários usuários onde aparece o personagem Mussum na logo do #Rio 2016 e da paródia do anúncio à cidade do Rio com o nome "Ronaldo", em alusão ao bordão do Zina, integrante do Pânico na TV.Telejornal
A cobertura da vitória do Rio 2016 agitou as principais emissoras de TV. Destaque para Pedro Bassan, repórter da TV Globo, que conseguiu uma entrevista exclusiva ao vivo com o presidente Lula - com um pouco mais de dez minutos de duração, e que logo em seguida várias outras emissoras sabiamente também colocaram o microfone para chupar a conversa.
Já para quem gosta de edição de imagem e de texto em telejornalismo, o Jornal da Band e Jornal Nacional deram um show de criatividade ao mudar um pouco a estética do telejornal para comemorar essa conquista brasileira de sediar uma Olimpíada. Na Band, Ricardo Boechat ancorou o noticiário direto de Copacabana. Já na Globo, destaque para os clip da candidatura do Rio 2016 que abrilhantou o telejornal depois da escalda e no final do jornal. Assista o video abaixo:
Eu vou!
Já para quem gosta de edição de imagem e de texto em telejornalismo, o Jornal da Band e Jornal Nacional deram um show de criatividade ao mudar um pouco a estética do telejornal para comemorar essa conquista brasileira de sediar uma Olimpíada. Na Band, Ricardo Boechat ancorou o noticiário direto de Copacabana. Já na Globo, destaque para os clip da candidatura do Rio 2016 que abrilhantou o telejornal depois da escalda e no final do jornal. Assista o video abaixo:Eu vou!

E para finalizar, convido você, leitor do Café com Notícias, a acompanhar a cobertura da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas do Rio 2016, aqui no blog, com pautas e opiniões diferenciadas, mostrando vários lados desses eventos esportivos, assim como aconteceu em Pequim 2008! Rio de Janeiro: aí vou eu!
Fotos: O Globo, AF Press, Reuters e Terra.
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Wander Veroni
Jornalista
Wander Veroni
Jornalista
