#PresençaNegra: Campanha quer dar visibilidade a personalidades negras no dia 20 de novembro

novembro 20, 2019

Foto do compositor, cantor, violonista, poeta e pesquisador baiano, Tiganá Santana. Crédito:  José de Holanda / Correio Nagô / Reprodução. 

Nesta quarta-feira (20/11), é celebrado o Dia da Consciência Negra, uma data que faz referência à morte de Zumbi dos Palmares, uma das figuras históricas que mais representam a questão da resistência da população negra perante a sociedade escravagista do Brasil Colônia (1530-1822). Para ouvir um podcast sobre a história de Zumbi, clique aqui.

Porém, mais do que reforçar a importância do empoderamento do negro à sua história, o dia 20 de novembro também serve para que coloquemos em pauta a necessidade de criarmos uma cultura anti-racista, uma vez que a pauta racial diz respeito a todas e todos, e não só aos negros. 

Fazer chegar essa pauta a outros grupos de forma a sensibilizá-los é, talvez hoje, o nosso maior desafio! Existe todo um sistema – que vai desde a religião cristã à mídia tradicional, que torna invisível qualquer debate mais profundo sobre o racismo. Ou, ainda pior: que não dá brecha para que esse assunto seja colocado em discussão diante do “mito da democracia racial”. Infelizmente, há um abismo imenso entre brancos e negros. E isso não é #mimimi, é realidade.

Não basta não ser racista, devemos ser anti-racistas. Diante de qualquer palavra ou ato que reforce a crueldade desse sistema de opressão, é preciso dizer NÃO. É preciso denunciar esse crime. Não dá mais para passar pano e permitir que o escudo da "liberdade de expressão" deixe passar ofensas e preconceitos que só fazem agredir, matar e abalar a saúde mental da população negra. 

O racismo é tão bem enraizado no nosso país que até na nossa língua ele se faz presente, com expressões que só reforçam o preconceito e a discriminação como “mulato”, “negro de alma branca”, “lista negra”, “mercado negro” ou o “lado negro” para marcar algo ruim, contraventor ou que tenha ausência de luz ou de bondade. Se você nunca se tocou sobre isso, é hora de rever o seu vocabulário! Neste link você fica por dentro de outras várias expressões racistas que são ouvidas até hoje.

Para mostrar o quanto o racismo ainda se faz presente, basta observar nas redes sociais e na imprensa o quanto tem pipocado episódios racistas. Ontem (19/11) mesmo, o deputado federal Coronel Tadeu (PSL-SP) arrancou da parede da exposição uma imagem em que aparecia um policial, de arma na mão, e um rapaz negro estendido no chão, com a camisa do Brasil e algemado. 

No cartaz, lia-se a frase "O genocídio da população negra". O ato provocou reação imediata de deputados presentes na Casa, sobretudo na bancada de parlamentares negros. Clique aqui para ler a matéria sobre este caso.

Na contramão desse preconceito, a Google e o Youtube lançaram uma campanha muito legal, chamada de #PresençaNegra. A ação quer incentivar os internautas a listarem algumas presenças negras que são (ou foram) importantes para a sua formação e entendimento pessoal da sua negritude, ou que lhe abriram caminho para que você possa se sentir mais empoderado ou pudesse ter tido acesso à história da cultura negra no Brasil.

Os Youtubers @SamuelGomes e @Spartakus também estão participando desta ação e listaram algumas personalidades que foram importantes para que eles entendessem melhor a sua negritude. Assista:





E você, quais são as presenças negras que marcaram a sua vida? Participe nas suas redes sociais e não esqueça de usar a hashtag #PresençaNegra.




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