#CineCafé: "The East (O Sistema)" faz crítica ao ecoterrorismo e ao neoliberalismo dos EUA

abril 03, 2016



Indústria farmacêutica que vende veneno como se fosse remédio. Mineradora que polui o meio ambiente em nome dos empregos gerados que movimentam a economia local. Parece realidade, não? Então, imagine se um grupo militante fizesse com que empresários experimentassem um pouco do mal que fazem à sociedade e ao meio ambiente? Crueldade ou justiça. É sob essa ótica que se passa o filme The East (O Sistema), de 2013. Para assistir o filme, clique aqui.

Dirigido por Zal Batmanglij e co-escrito pela atriz e roteirista Brit Marling – que também atua no longa metragem como protagonista, The East (O Sistema) faz uma crítica ao ecoterrorismo praticado por grupos extremistas e, ao mesmo tempo, analisa a frieza do neoliberalismo nos Estados Unidos  que permitiu deixar o país refém de grandes corporações, onde o Poder Público se omite com questões relacionadas ao meio ambiente, direitos humanos e saúde pública. No elenco, nomes como Ellen Page, Alexander Skarsgård e Toby Kebbell. Abaixo, assista o trailer do filme "The East (O Sistema)":


The East (O Sistema) conta a história de Jane Owen/Sarah Moss (Brit Marling), uma ex-agente do FBI que acaba de ser admitida em uma grande empresa privada de inteligência e segurança dos Estados Unidos. Sua primeira missão é se infiltrar em um grupo de ativistas The East (que em inglês seria “O Leste”, mas aqui no Brasil optou-se por “O Sistema”. Na internet, algumas resenhas classificaram o nome do movimento como “Levante”). Com ações planejadas, o grupo pensa milimetricamente em uma forma de vingar a sociedade do mal do capitalismo.

Sarah, que é uma agente infiltrada, começa a ficar dividida entre o que tem que fazer para o seu trabalho com o que tem que fazer para que as ações do The East tenham êxito. O filme também retrata com bastante fidelidade os "freegans", estilo de vida baseado no boicote ao consumo que abnega qualquer processo produtivo que gera exploração de animais e pessoas, praticado pelos membros do The East. Eles se alimentam de restos, de alimentos jogados no lixo, invadem imóveis abandonados, vivem em ambientes insalubres e só usam roupas doadas, algo bem radical, diga-se de passagem.

Outro questionamento que o filme traz é o modo como esses grupos de ativistas captam novos membros. Muitas vezes, são pessoas à margem da sociedade ou que passaram por algum processo de exclusão familiar ou violência. Há todo um trabalho que mistura afeto, sobrevivência e uma lavagem cerebral, onde cada membro possui uma tarefa importante a ser desenvolvida em prol do grupo. Além disso, o grupo se reúne e se dispersa com bastante facilidade, de modo anárquico e fanático.

No filme, em especial, começa a se perceber que, apesar das lutas serem em prol de uma sociedade mais justa, alguns personagens só se envolveram na causa por questões pessoais, por um sentido de vingança. Na contramão disso, mostra-se também o desespero dos empresários que, para não serem vítimas do próprio veneno, precisam recorrer a uma empresa de segurança e Inteligência privada. Ou seja, um círculo vicioso do medo e do terrorismo. The East (O Sistema) mostra que o sistema é cruel e que as doutrinas políticas, religiosas, econômicas e sociais mais escravizam do que libertam. Uma crítica importante e que tem tudo a ver com os dias atuais.





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