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Profissionais da TV Alterosa e do Jornal Estado de Minas fazem greve para reivindicar direitos trabalhistas

Nesta semana, os trabalhadores da TV Alterosa (afiliada do SBT) e do Jornal Estado de Minas, empresas controladas pelos Diários Associados, decidiram fazer uma greve como forma de protesto pelo não pagamento de direitos trabalhistas.



Nesta semana, os trabalhadores da TV Alterosa (afiliada do SBT) e do Jornal Estado de Minas, empresas controladas pelos Diários Associados, decidiram fazer uma greve como forma de protesto pelo não pagamento de direitos trabalhistas, tais como o 13º salário e salários atrasados, além do não pagamento de férias, tíquete alimentação e não recolhimento de FGTS e Previdência.

A manifestação contou com assembleias na porta das empresas jornalísticas e protestos nas imediações para denunciar o não cumprimento dos vínculos trabalhistas. Com isso, o Jornal da Alterosa, principal telejornal da emissora, foi exibido com reportagens de São Paulo e do interior, enquanto o jornal Estado de Minas circulou com “matérias frias” e reportagens do Correio Braziliense, veículo do mesmo grupo editado em Brasília-DF.

De acordo com o Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais, no protesto desta terça-feira (29/12), mais de 100 policiais militares do Batalhão de Choque acompanharam a manifestação, inteiramente pacífica. “Foi um absurdo! Recebemos a informação de que se tratou de uma requisição da empresa. Resta saber se foi um pedido oficial ou se partiu de algum chefe que tenha relação direta com o comandante do Batalhão. Iremos indagar isso de maneira formal às autoridades e, uma vez identificado o responsável, ele será processado por assédio moral”, garantiu Kerison.

Durante a paralisação, o Sindicato fez uma denúncia formal ao ouvidor da PM, Paulo Alckmin, e à Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Cidadania. Nesta quarta-feira (30/12), haverá uma Audiência de Mediação na Superintendência do Ministério do Trabalho a fim de resolver o imbróglio. A luta pelos direitos, contudo, não irá cessar. “Os trabalhadores dos Diários Associados nos ensinaram que não dá mais para aguentar tantos desrespeitos. O exemplo será seguido por colegas de outras redações, certamente”, disse Kerison.

“Recentemente, os jornalistas têm tolerado retrocessos e abusos como esse, mas não dá mais. Chegou a hora de resgatarmos o prestígio e a força da nossa classe. Essa greve vai marcar história no jornalismo mineiro, que não será o mesmo daqui para frente. Descobrimos o caminho das ruas e iremos caminhar por elas sempre que for preciso defender nossa causa”, completou.




Fotos: SINTERT/MG.






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Jornalista


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