#Crônica: 115 anos amando BH radicalmente

dezembro 12, 2012



Eu amo BH Radicalmente. Amo de verdade. Amo tanto que quando viajo, mesmo adorando a cidade que fui passear, sinto falta de olhar para o horizonte e não ver a Serra do Curral. Sou BH de coração, de corpo e alma. Gosto da organização caótica. Gosto de andar pelo centro e ver a diversidade dos prédios e das pessoas. Belo Horizonte ainda é uma menina se compararmos com outras grandes cidades. Tem muita coisa a fazer e a aprender.

Mas, no alto dos seus 115 anos, Belo Horizonte é uma senhora. Uma daquelas vozinhas espoletas que não só cuida dos netos e dos filhos, mas que vai para a luta e que não fica calada diante das coisas. Tem postura e opinião. Dá pitaco. E a prova disso está nas redes. Talvez, por conta do momento eleitoral, nunca se viu na cidade tantos movimentos políticos apartidário defendendo causas bacanas, mobilizando internautas nas redes sociais de forma crítica ou escrachada a respeito da vida pública de BH. O que os jornais omite, a internet aflora.

Eu amo BH Radicalmente. Amo a nossa cultura, a nossa diversidade. A quantidade de exposições, mostras, espetáculos e shows que a cidade possui. Uns independentes, outros do circuito comercial. Mas a nossa capital, mesmo com os problemas estruturais não se faz de rogada e se impõe. A vida cultural de BH é intensa. Seus bares e casas noturnas agregam, colorem e divertem. Diversificam.

Tem como não amar BH Radicalmente? A frase que estampa camisas, bonés e vários outros produtos afirma um caso de amor do belo-horizontino com a cidade. Mas esse amor não esconde o sol com a peneira. A capital mineira tem vários problemas. O seu maior desafio, atualmente, se chama trânsito. E de quebra, vem outro: mobilidade urbana. O transporte coletivo tem que ser coletivo, mais barato e não só rodoviário. O metrô ainda é uma tentativa, uma promessa que ainda não se cumpriu e merece ser regionalizado.

Mesmo com os seus morros e ladeiras, a Belo Horizonte precisa investir também em bicicletas, ciclovias e em outras formas de transporte público de qualidade. A cidade que um dia já foi apelidada de “Cidade Jardim” hoje luta para construir mais praças, mais espaços de lazer e menos canalização de seus rios e córregos. Entende-se canalizar por construir a chamada “Avenida Sanitária”. De baixo dessa rua passa um rio. Ou melhor, morreu um rio.

E pela canalização desenfreada, da falta de preocupação em oferecer educação ambiental aos moradores e empresários, a cidade deixou de ser jardim e virou selva de pedra e de concreto. Eu amo BH Radicalmente. E por amar a cidade de um modo tão visceral é que exponho os seus problemas e desejo que, para os próximos aniversários, o verde que já foi adjetivo de Belo Horizonte deixe de ser palavra e se torne ação. 

Como cidadão, desejo à cidade mais Progresso. Para mim, Progresso significa qualidade de vida, distribuição de riqueza e respeito com o meio ambiente. Isso que é Progresso...aquele outro conceito de destruir, edificar, canalizar e terceirizar é Retrocesso. Só assim teremos a garantia que o Horizonte mais Belo de Minas Gerais continue belo. Um salve para Belo Horizonte. Eu amo BH Radicalmente. Parabéns, #BH115anos!



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Jornalista

MAIS CAFÉ, POR FAVOR!

3 comentários

  1. Francisco Bertoletta13 de dez de 2012 09:01:00

    Excelente crônica, Wander. Belo Horizonte tem vários problemas estruturais, mas é uma cidade muito boa de se viver. As imagens do texto são lindas. Abraços

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  2. Eu amo Belo Horizonte com todas as minhas forças. Cidade onde fui criada e passei os melhores anos da minha vida. Parbéns, BH!!! P.S.: Adorei as fotos! Beijos

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  3. Acho que amar BH radicalmente é isso: aceitar que a cidade tem as suas belezas e tristezas. Parabéns, BH! E parabéns pela crônica.

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