Jornalista discute a inserção do negro

fevereiro 12, 2008

O Brasil tem a maior população de origem africana do mundo. Segundo o IBGE, os auto-declarados negros representam 6,3% e os pardos 43,2% da população brasileira, ou seja, oitenta milhões de brasileiros. A maior concentração de afro-brasileiros dá-se no estado da Bahia, onde 80% da população é de ascendência africana.O termo afro-brasileiro designa tanto pessoas com ascendência africana quanto objetos e cultura oriundos da vinda de negros escravos africanos para o Brasil.


Em termos regionais, a população branca está mais concentrada no Sul (83,6%), a negra no Sudeste (6,7%), a parda no Norte (68,3%) e a população amarela e/ou indígena também no Norte (1%). As diferenças referentes à educação diminuíram nas duas últimas décadas, mas ainda são significativas. Em 1999, a taxa de analfabetismo das pessoas com 15 anos de idade ou mais era de 8,3% para brancos e de 21% para negros e a média de anos de estudo das pessoas com 10 anos de idade ou mais é de quase 6 anos para os brancos e cerca de 3 anos e meio para negros.


De um modo geral, os estudos e as atitudes intelectuais e políticas voltados positivamente à questão do negro no Brasil só se desenvolvem, efetivamente, no século XX. Embora tenha havido, no século XIX, toda uma literatura abolicionista, de Castro Alves a Joaquim Nabuco que, no entanto, tratou o negro como um problema homogeneizado pela escravidão.


Como o negro é mostrado na mídia e/ou publicidade? A partir desse questionamento, o jornalista Nilmar Augusto Barcelos elaborou no final da graduação uma monografia intitulada de “A emergência do negro na mídia: raça Brasil, uma experiência étnica na revista brasileira”. Dando continuidade à discussão, Nilmar levou o tema para a sua dissertação de mestrado intitulado de “A emergência do negro na mídia: uma experiência etnomidiática na publicidade brasileira”.


Orientado pela professora Maria Cristina Leite, do Uni-BH, na época da gradução em jornalismo, Nilmar pretende pesquisar sobre a emergência do negro na mídia. O ex-aluno afirma que sempre teve interesse pelo assunto e agora irá desenvolver mais profundamente o tema: “sempre me interessei por esse discurso que a mídia apresenta com relação a esta classe minoritária e pela forma como é caracterizada. Percebi que na publicidade o tema é mais complexo”.





Essa semana eu volto com mais Café com Notícias.





Jornalista

MAIS CAFÉ, POR FAVOR!

5 comentários

  1. Meninu, cê arrasou na news do Uni-BH. Boa sorte! Abraço!

    Breno Eustáquio.

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  2. As distorções históricas, o embate entre brancos e negros vão, aos poucos ganhando contornos de avaliação científica separados do puro preconceito, do sentimento de superioridade que o branco, ao longo do tempo, nutriu em relação aos negros.
    Ainda persistem em bolsões, mesmo de grupamentos que se julgam vanguardas de pensamento.
    Sob argumentação científica tentam erodir políticas afirmativas.
    Mas acredito que isto será suplantado ao longo dos próximos anos.
    É bom ver o Barack Obama - 40 anos depois dos distúrbios que se seguiram à morte de Martin L. King quando Whasington foi incendiada - tornar-se um candidato poderoso à presidênia dos EUA. Isto significa que, na prática, o que separava negros e brancos alcança reais patamares de superação.
    Paz e bom humor, sempre.
    Walmir
    http://walmir.carvalho.zip.net

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  3. Caro Walmir,

    agradeço sua visita ao meu blog; e agradeço ainda mais seu comentário.

    A Internet é a ferramenta mais democrática para manifestarmos nossas opiniões e apontamentos sobre os assuntos que nos interessam; por isso, acredito que a cumplicidade entre os colegas comunicólogos é imprescindível para o livre exercício da expressão.

    Tive a liberdade de disponibilizar o link do seu blog em meu site...

    Atenciosamente,

    Luiz Felipe Domingos

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  4. Olá, Wander
    Obrigada pela visita!
    Abraços.

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