#CaféConvidado: Queimadas na Amazônia geram impactos significativos ao meio ambiente

agosto 21, 2019

Crédito: iStock / Reprodução. 
Nesta semana, a cidade de São Paulo (SP) escureceu às 15h30, resultado de uma chuva completamente diferente de que tudo o que a gente já viu no Brasil. Caia do céu uma água cinza, com forte cheiro de fumaça, derivada da fuligem da queima vegetal. 

Isso foi o resultado da intensa onda de queimadas na região da Amazônia, no norte do país. A gravidade desta chuva atípica fez o Brasil e o mundo mirar os olhos para a Amazônia, conhecida internacionalmente como o "pulmão do mundo".



A situação é tão grave que a agência espacial dos Estados Unidos, a @NASA, divulgou imagens mostrando o impacto das queimadas que atingem Amazônia desde o fim de julho, desmentindo a declaração do presidente Bolsonaro que as queimadas são Fake News. Não contente, o presidente acusou sem provas de que as ONGs estão promovendo queimadas na Amazônia para desmoralizar a sua gestão. Haja vaidade!
Céu cinza em São Paulo após as queimadas na região da Amazônia. Crédito: UOL / Reprodução. 

Para falar um pouco mais dos impactos das queimadas na Amazônia, os especialistas do @GrupoUninter, Augusto Lima da Silveira e Rodrigo Berté, escreveram um artigo que nos apontam reflexões sobre o que queremos como política ambiental para o nosso país. Já passou a hora de parar com demagogia e propor ações técnicas e com bases científicas para preservar o nosso meio ambiente. Confira o artigo:


AMAZÔNIA AGONIZANDO 


*Por Augusto Lima da Silveira e Rodrigo Berté


A AMAZÔNIA AGONIZANDO e cadê a grande mídia? Uma sucessão de incêndios em florestas e reservas por todo o estado de Rondônia tem causado mortes, perdas e mudanças na rotina da população. 

Com queimadas se estendendo por vários dias, a fumaça mergulhou até a capital, Porto Velho, em uma nuvem interminável, enquanto um rastro de cinzas e animais mortos é deixado pelo fogo que continua a se alastrar e a gestão do estado permanece inerte. Em momento algum este artigo quer achar culpados, mas chamar a atenção para um importante debate: qual o Brasil que queremos para a atual e a futura geração? 
Crédito: Fotos Públicas / Reprodução. 
Será que a ganância de alguns que querem lucrar a qualquer custo, desmatando e promovendo queimadas para ampliar suas áreas para o agronegócio, pode ser maior do que a necessidade de respirar um bom ar, ter uma boa água para beber e consumir alimentos saudáveis? São perguntas que não podem nos calar.

Sabemos que a inércia no processo de gestão nos estados da federação ainda é alarmante. Muitos cargos políticos em comissão, sem a avaliação do critério técnico para a escolha, o que dificulta os processos de gestão. 

É lamentável que não tenhamos um bom plano de contingência para períodos de seca em determinadas regiões onde as queimadas são ocasionadas por incêndio criminoso com objetivo de abrir lavouras para pastagem e cultivo posterior de soja.   

Lamenta-se que o Estado brasileiro esteja na inércia, e não deixemos nos olvidar se este cenário ainda continuará nos próximos anos. Deveria haver uma ação cooperada entre os estados e a União no combate a essa grave crise ambiental, deixando de lado as siglas partidárias e os interesses para caminharmos em direção a uma solução. É disso que queremos falar. 
Crédito: Fotos Públicas / Reprodução. 
O Brasil que queremos deverá cuidar do meio ambiente, proibir o uso dos recursos naturais que estão se escasseando, combater a fome e a miséria, promover a educação de qualidade (das séries iniciais até o ensino superior), incluir debates na educação sobre sustentabilidade e finitude de recursos naturais, além de ensinar a prática de uma boa gestão, que busca a cooperação local, regional e internacional. 

O que temos que fazer agora? Travar uma batalha de combate ao desperdício, resolver os problemas gerados pelas queimadas e melhorar o diálogo entre as pessoas e o meio ambiente, ou seja, promover uma ruptura e instaurar uma ética multidimensional.


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Perfil: Augusto Lima da Silveira é coordenador do Curso Superior de Tecnologia em Saneamento Ambiental na modalidade EAD do Centro Universitário Internacional Uninter. Já Rodrigo Berté é diretor da Escola Superior de Saúde, Biociências, Meio Ambiente e Humanidades do Centro Universitário Internacional Uninter. É pós-doutor em Educação e Ciências Ambientais.





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